SUS oferta medicamento eficaz para tratamento do HIV, diz estudo

26 de julho de 2018

Mais de 100 mil pacientes em início de terapia antirretroviral tiveram um resultado melhor no tratamento do HIV com o uso do medicamento dolutegravir (DTG). O antirretroviral começou a ser utilizado no Brasil em janeiro de 2017, e é recomendado nos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas (PCDT). 

De acordo com o estudo divulgado nesta terça-feira (24), o esquema de tratamento com DTG, associado ao “2 em 1” (tenofovir e lamivudina), foi 42% mais eficaz na supressão da carga viral do HIV, em um período de seis meses, quando comparado ao “3 em 1” (combinação dos antirretrovirais efavirenz, tenofovir e lamivudina), que era o esquema de primeira linha recomendado anteriormente ao dolutegravir. Em comparação a outros esquemas, o dolutegravir + “2 em 1” foi 51% a 162% mais efetivo.

A pesquisa foi apresentada na 22ª Conferência Internacional de Aids, que ocorre em Amsterdã (Holanda). O levantamento acompanhou 103.240 pacientes em início de terapia antirretroviral, com 15 anos ou mais, e que iniciaram o tratamento entre janeiro de 2014 e junho de 2017. 

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, 76.713 pessoas utilizam o DTG como primeira linha e outras 45.645 começaram a se tratar com o medicamento. Somados, são mais de 122 mil brasileiros com HIV que utilizam o dolutegravir de alguma forma. O número representa 19% do total dos 572 mil que recebem tratamento antirretroviral gratuitamente pelo SUS. Neste ano, 87% das pessoas que iniciaram a terapia começaram com DTG.

Portal Fala Voce, com  informações do Ministério da Saúde 

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