A chegada do verão é caracterizada pelo aumento da umidade, devido à maior ocorrência de chuvas e temperaturas elevadas. Essas características são propícias para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito que transmite doenças como dengue, zika e chikungunya. Além disso, o tempo de formação do mosquito diminui no verão, caindo quase pela metade – o que facilita o aumento dos casos.
Recentemente, o Ministério da Saúde fez a entrega de mil caminhonetes a diferentes regiões do País, como força efetiva no combate ao mosquito, no atual cenário de risco dos municípios.
Foram investidos R$ 109,4 milhões na aquisição dos veículos. Com essas caminhonetes, estados e municípios podem acoplar os equipamentos necessários às ações locais de ‘fumacê’, que é a aplicação de inseticida em áreas de risco.
Atualmente, 47% dos municípios brasileiros estão em alerta ou risco de surto para dengue, zika e chikungunya. Houve queda no índice de alerta e risco em relação aos dados divulgados em junho, quando 60% das cidades estavam nesta condição.
Se considerarmos apenas a Bahia, são 255 cidades nessa situação. Desse total, 186 estão em alerta, incluindo a capital do estado, e 69 em risco de surto dessas doenças. Outras 162 cidades estão em situação satisfatória.
Além de Salvador, as outras capitais com índices que levam a estados de alerta são: Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Porto Velho (RO), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), São Luís (MA), Belém (PA), Vitória (ES), Manaus (AM), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF).
Até 3 de dezembro deste ano, foram notificados 241 mil casos de dengue em todo o País, um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2017. Chikungunya e zika, por sua vez, apresentaram redução de 54% e 53%, respectivamente, no número de casos, no mesmo período. A Tarde