Neide Lu, Dr. Giancarlo Soares e Dr. Clécio Magalhães (Foto: Willian Silva)
Na manhã desta terça-feira (27), a jornalista Neide Lu, da rádio 106 FM recebeu em seu programa os delegados guanambienses da Delegacia Territorial de Guanambi, o coordenador de Polícia Civil, Dr. Clécio Magalhães e o delegado titular da 22ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), Dr. Giancarlo Soares que falaram sobre diversos assuntos dentro do programa.
Segundo Magalhães, a 22ª Coorpin abrange 18 cidades que são das áreas de atuação da 17ª Companhia Independente de Polícia Militar (17ª CIPM/Guanambi) e da 94ª Companhia Independente de Polícia Militar (94ª CIPM/Caetité). Clécio ainda disse que já são quase 15 anos dedicados a Polícia Civil (PC), além de já ter atuado no Tribunal de Justiça em Salvador. Depois de formado, o coordenador da PC em Guanambi, disse que a cidade foi seu primeiro lugar de atuação. Ele ainda relatou que gosta do que faz, “faço o que gosto, gosto de ser policial, gosto de investigação. Pretendo terminar a minha tarefa.”
Também presente na entrevista, o delegado Giancarlo Soares, disse que chegou a Guanambi em 2017. Ele conta que se formou na turma de policiais de 2015 e, em 2016, foi enviado para trabalhar em Guanambi.
Neide Lu questionou como é o processo de feitura das ocorrências. Clécio pontuou que a segurança pública é composta por diversos órgãos como a Policia Militar. Ele ainda enfatiza que em Guanambi tem um grande trabalho de enfrentamento ao homicídio.
O coordenador ainda enfatiza que, após a sua chegada, com apoio da Polícia Militar e do Ministério Público realizou inúmeras prisões, o que contribuiu para a redução da criminalidade nos município de abrangência da 22ª Coorpin.
Neide apontou que as leis existem brechas, o que dificultam o trabalho da PC. Dr. Clécio disse que, mesmo com esses problemas, a Polícia não pode parar de lutar. “Com a soltura do indivíduo que se tem comprovação de que ele cometeu um crime, ai é que começa o nosso trabalho. É tentar manter o elemento preso, fazer representações na Justiça e por ai vai. É um trabalho árduo”, afirma.
Já o Dr. Giancarlo pontuou que os homicídios cometidos em Guanambi, uma substancial parcela, segundo ele, tem ligação com o tráfico de drogas. Esses homicídios são praticados em decorrência da rivalidade entre dois grupos que praticam o tráfico. Estes grupos buscam ampliar a sua área de atuação e, para isso, eles cometem esses homicídios. Clécio disse que a maior dificuldade encontrada por ele nesses casos, é a questão das testemunhas que se calam, por medo de retaliações por conta do tráfico.
Por fim, Neide ainda explana sobre o caso do assassinato do jovem Mateus, ocorrido em Agosto de 2018. De acordo com Giancarlo, o caso é complexo e gerou um inquérito volumoso. Doutor Giancarlo disse que sempre está em contato com a família do jovem. “Todas as oportunidades que encontro a família, eles sempre me dizem que Mateus era um jovem tranquilo, mantinha boas amizades e era estudioso. Um filho exemplar.” Doutor Clécio finalizou dizendo que a investigação sobre Mateus continua. Por Willian Silva / Portal Fala Você