Conforme dados de 2014 da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), cerca de 100 milhões de mulheres usam pílulas anticoncepcionais em todo o mundo.
As controvérsias são grandes, mas, mais ainda, quando se trata do uso contínuo da pílula. Quem é que nunca ouviu da mãe ou da avó que faz mal não ter o fluxo menstrual mensal? Ou até mesmo indagações como “para onde o sangue vai”.
Diante das dúvidas a respeito do tema, A TARDE conversou com o ginecologista e especialista em obstetrícia Marcelo Costa Moreira. Segundo ele, o uso contínuo de anticoncepcional traz mais benefícios que malefícios. “Além do benefício de não menstruar, há prevenção da endometriose, eliminação ou redução de cólicas, prevenção ao câncer de ovário e endométrio, redução da tensão pré-menstrual (TPM) e evita a anemia”, diz.
Segundo dados do Centro Latinoamericano de Salud y Mujer (Celsam), o Brasil é o terceiro na lista de países onde há mais consumo da pílula na América Latina, com 14,7%, atrás de Uruguai (21,8%) e Chile (15%).
Há mulheres que relatam interferência na libido, enxaqueca e enjoo, e há quem use e não abra mão, por inibir problemas como cólica, acne e até casos mais sérios, como o ovário policístico.
A estudante de direito Maria Clara Garibaldi, que possui ovários policísticos, conta que a melhora só veio após o uso contínuo de anticoncepcionais. “Não sinto mais as cólicas horríveis que sentia, já emendei cartelas por muitos meses e não senti nada incomum. Melhorou minha pele e meus seios cresceram um pouco. E sem efeito colateral”, relata. A Tarde.