Ele reafirmou que embora não tenha sido o responsável por essa política, que foi tema da campanha eleitoral do presidente, acredita que ‘talvez pudesse ter insurgido mais profundamente em relação a isso’.
“Como ministro, ainda que você tenha reservas de determinados temas, você não pode se opor publicamente a tudo, e meu foco era principalmente avançar na política anticorrupção e nesses últimos meses preservar a autonomia da PF”, justificou.
Sobre o Coaf, ele lamentou que após o órgão ter sido restruturado e fortalecido, tenha sido transferido ao Ministério da Economia e, consequentemente, ao Banco Central. “Acabou [que com essa mudança] foi trocado o presidente do Coaf, que era a pessoa que eu tinha indicado. Acabei me conformando”, lamentou.
“Vendo retrospectivamente, acho que eu não teria feito isso, teria tentando trabalhar mais internamente ali pra manutenção do meu nome na presidência do Coaf na época. Não que o atual nome não seja bom, aliás é muito competente, mas ali também não tinha razão para tirar o nome que eu indiquei. Foi um enfraquecimento ao meu ver já nessa política anticorrupção”, afirmou Moro.
Apesar das queixas, o ex-juiz considera que sua gestão foi positiva. “Toda atuação do homem público está sujeita à críticas e a gente tem que aceitar, e eventualmente reconhecer erros, mas posso dizer que tentei fazer o meu melhor”, concluiu.


