“Eu não vou deixar de lutar para que essas crianças tenham o melhor, eu vou dar o melhor que eu tenho”, diz secretário de educação de Guanambi

5 de fevereiro de 2021

Professor Georgheton Melo Nogueira, economista, mestre em direito e secretário de educação de Guanambi, fala sobre retorno às aulas e planos de gestão.

O bate-papo com Georgheton começou diferente onde ele fala com reconhecimento dos caminhos vividos e de pessoas marcantes que o tornaram melhor, “eu entendo que elas me fizeram gente, diante de um grande desafio que o país sempre enfrentou”, revela.

Nogueira explana sobre o plano de gestão traçado para a educação de Guanambi preocupado com a aprendizagem de cada aluno da rede municipal e com o andamento de cada estudante, que para isto estará cuidando de todos os profissionais da rede para fazer a melhor educação de todos os tempos e vencendo os desafios da pandemia com a nova modalidade educacional.

Para ele o aluno será acompanhado mensalmente, procurando saber como está o desempenho na escola, se tem problemas em casa, o porquê de não está aprendendo e para isto será construída uma rede entre comunidade, associações e instituições que se preocupem com o saber coletivo.

Ele ainda responde ouvintes sobre as contratações e diz que haverá concurso para coordenadores das escolas.

Falou da escola rural que está no centro das suas preocupações para estruturar um modelo condizente com as realidades do campo e atento a um modelo de sustentabilidade ambiental do semiárido, da agroecologia que trabalhe a cidadania.

O secretário conclui o bate-papo dizendo que “eu fui uma criança, um adolescente nesse sertão, eu sei o que a educação liberta e faz em nossas vidas, eu não vou deixar de lutar para que essas crianças tenham o melhor, eu vou dar o melhor que eu tenho”.  Clique aqui e confira toda a entrevista na facelive a partir dos 40 minutos.

Ouça o audio da entrevista: 

Perfil de  Georgheton Melo Nogueira

O Prof. Georgheton Melo Nogueira é guanambiense. É graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Mestre em Direito pela Universidade Estácio de Sá (UNESA).
O Prof. Georgheton acumula uma trajetória de inserção em movimentos político-sociais do país. No início dos anos 1990, participou do Programa de Desenvolvimento de Comunidades Indígenas e Ribeirinhas – projeto Pé na Caminhada. Atuou na Reserva Indígena Xacriabá, no Vale do Peruaçu e Rio São Francisco, através da Cáritas Diocesana de Januária e do Conselho Indigenista Missionário (CIMI).
Posteriormente, atuou no Programa de Desenvolvimento de Comunidades Urbanas, e no Centro de Vivência Agroecológica (CEVAE), através da Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas, em projeto da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, em parceria com a ONU, através do Fundo Life, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento-PNUD.
Na sequência, ainda pela Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas, participou do Programa de Desenvolvimento de Comunidades Rurais, programa financiado pela cooperação alemã e desenvolvido em comunidades rurais da zona da mata mineira, através de parceria com a Associação de Mulheres Rurais de Caratinga, com a Organização do Povo que Luta e a Pastoral da Juventude Rural.
No início dos anos 2000, agora pela Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais, foi membro da equipe executiva do Programa de Gestão Participativa de Recursos Hídricos do Vale do Jequitinhonha, projeto em parceria com o Instituto Mineiro de Gestão das Águas- IGAM, o Ministério do Meio Ambiente, através do PROÁgua, e do Banco Mundial.
A partir da experiência de vida no Vale do Jequitinhonha, decidiu estudar economia no Rio de Janeiro, para onde se mudou. Lá, trabalhou com comunidades urbanas da baixada fluminense e em assentamentos da reforma agrária do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, através do Instituto de Desenvolvimento e Ação Comunitária, em projetos financiados pelas Cooperações Espanhola e Holandesa.
Anos depois, foi trabalhar como Economista do Centro dos Trabalhadores da Amazônia, onde coordenou a implantação de programa de monitoramento de políticas públicas e assessorou comunidades extrativistas da floresta, através de parcerias com o Conselho Nacional dos Seringueiros, o World Wide Fund for Nature-WWF, a Fundação Moore, Cooperfloresta, Grupo de Produtores Florestais Comunitários e Governo do Estado do Acre.
Mais adiante retorna ao Rio de Janeiro, desta vez como Economista da FIOCRUZ, membro da equipe de implantação do campus Fiocruz Mata Atlântica, atuando em comunidades urbanas da periferia da capital.
Atuou também como consultor para organizações do Brasil e exterior em várias regiões do país.
Retornando a Guanambi, trabalhou na Secretaria Municipal de Indústria e Comércio, quando coordenou a implantação do Fundo de Aval, voltado para pequenos empreendedores, em parceria com Banco do Nordeste, e na aprovação e implementação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.
No mesmo período, ingressou na então Faculdade Guanambi, vindo a assumir a gestão da instituição um ano depois, onde ficaria por 10 anos, período em que coordenou a implantação de plataformas de pesquisa, a implantação do primeiro mestrado em direito credenciado pela CAPES no interior das regiões Norte e Nordeste do Brasil e a transição para centro universitário com nota máxima no MEC, dentre outros projetos. Deixou o cargo de Reitor do Centro Universitário UNIFG no início de 2021.

De acordo à Lei 9.610/1998, que trata sobre os direitos autorais, não é permitido à propagação desta entrevista ou fragmentos, em outros veículos de comunicação, bem como em redes sociais, sem a solicitação de autorização a este veículo de comunicação.

Por Neide Lu – Portal Fala Você Notícias

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