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Os empresários de bares e restaurantes de Guanambi, nesta quinta, 08, às 17h, fizeram uma manifestação pela sobrevivência das suas empresas após os sucessivos decretos municipais em acordo com o governo da Bahia, mantendo o Toque de Recolher na semana e o lockdown nos fins de semana, como medida de combate ao coronavírus, prejudicando todo o setor.

A carreata, com cerca de 50 veículos (carros e motos) partiu da praça da Bíblia, percorreu as principais ruas e avenidas do centro de Guanambi e encerrou em frente a prefeitura, onde os empresários falaram das suas dificuldades e apelaram para trabalhar. Foram feitos também cartazes para chamar a atenção do prefeito Nilo Coelho.
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Neide Márcia da Distribuidora de Bebidas e Bar Balakov, pediu ao gestor que olhe para os donos de bares e restaurantes da mesma forma que tem olhado para os setores e conceda o direito de trabalhar e afirma que todo trabalho é essencial, nós pagamos tudo em nossas casas, vocês precisam nos ouvir, já foram fechadas 140 empresas e nós estamos a beira da falência.
Evandro Blesa, com o filho nos braços, pontua que “a prefeitura tem insistido em manter medidas que não tem eficiência e insistir na ineficiência das medidas tomadas é levar inúmeros pais de famílias ao desespero por não ter o que dar de comer aos seus filhos, isso é inaceitável, e persistir com medidas que levam a isso é um genocídio, porque cada um gera emprego para várias famílias, não somos obrigados a tolerar e aceitar as medidas “, frisa.

Leide Marcelina do Boteco Donas do Bar, pede igualdade na abertura para todos os setores e questiona por que supermercados não trabalham delivery e os bancos estão cheios. “Temos família, aluguel e as mesmas contas para pagar, estamos sendo injustiçados”, afirma e diz que está indignada com tudo.
Os empresários do setor reivindicam a flexibilização para a reabertura dos bares e restaurantes na semana até às 22h e nos finais de semana, liberar o sistema delivery e drive thru (pegar a mercadoria na porta) até às 24h, mediante a justificativa de quê os supermercados e feiras livres estão lotados, já estão fechados há quase 60 dias e os casos só aumentam provando que não são os culpados pelo aumento da transmissão do coronavírus.
Segundo Marciano Araújo, todos os empresários tem convicção da transmissão, mas se comprometem a trabalhar com as medidas sanitárias e em fiscalizar os demais.
O assessor do prefeito, João Roberto, conversou com os empresários e pediu que fizessem uma comissão para entregar o abaixo assinado com as reivindicações para o prefeito em reunião nesta sexta, 09, à tarde.
A Polícia Militar acompanhou a movimentação durante todo o tempo.
Por Neide Lu – Portal Fala Você Notícias