“À violência está no DNA, ela é o aspecto primitivo que vem sendo corrigido ao longo das gerações”, pontua a neuropsicopedagoga Arboitte

7 de junho de 2021

Luciane Arboitte dos Santos, neuropsicopedagoga, autora do sistema Didática da Cura INL e MO.V, idealizadora do Super Nova Instituto, fala sobre Didática para lidar com a violência infantojuvenil.

Violência é um tema que precisa ser desconstruído todos os dias, e por conta disto o Programa Fala Você Notícias desta segunda, 07, convidou a neuropsicopedagoga Luciane dos Santos, para expor seu protocolo didático de como ressignificar os traumas vividos pela violência.

No início do bate-papo, Luciane esclareceu sobre que tipo de didática ela utiliza, “a didática que é meu campo de pesquisa é vista como uma modalidade de comunicação, obviamente quando se ouve esta palavra as pessoas pensam que isso é coisa de escola, de professor e de colégio, da pedagogia, mas praticamente a gente precisa dela o tempo inteiro, até pra falar com uma pessoa pra fazer um trabalho na sua casa, a didática que os pais precisam ter com os filhos, com colegas no trabalho, no trânsito. Didática é o jeito de falar quando você tem que transformar o outro com a informação, quando a gente ensina”.

Os protocolos da Didática contra a violência infantil servem para professor, pais, assistente social, a polícia. Segundo Arboitte, a violência com o menor tem dois aspectos: tem o menor violento e aquele que passou por violência.

Quanto a nova realidade sobre os pais no momento, sendo os professores dos filhos, Luciane, diz que funciona também, mas a instabilidade emocional dos pais em virtude da pandemia cresceu muito à violência com estas crianças. De acordo a neuropsicopedagoga, existe duas possibilidades para as crianças que apanharam, ou elas repetem o que viveram ou elas fazem o contrário.

Indagada sobre um sistema que a violência ultrapassa o tempo através das palavras, verbalização e da cultura, o que fazer para não cometer os mesmos equívocos em meio a tudo isto? Arbotte diz que o protocolo orienta primeiramente a entender de onde vem à violência, “ela está no DNA, à violência é a fábrica, ela é o aspecto primitivo que vem sendo corrigido ao longo das gerações, então falta bastante tempo ainda, mas aos poucos estamos avançando”, responde. 

Para deixar mais claro ainda, a neuropsicopedagoga exemplifica como abordar a criança ou o adolescente vítima de violência: “Quando a gente tem que falar com crianças ou adolescentes sobre violência, explicamos que é algo que não deu certo, é uma dor que precisa ser curada, a violência é uma dor humana.  Procure sentar do lado da criança, colocar a mão no ombro do lado direito para passar uma sensação de apoio e diga para ela que essa coisa é muito triste, tipo eu vejo pelo que você está passando. O protocolo é não evitar o que foi visto. Olhar nos olhos da criança e dizer eu sinto muito, você não merece passar por isto”.

Luciane ainda explica que o sedativo desta dor ainda é o alcoolismo, ele caminha junto deste processo da violência. E as pessoas criticam muito quem faz isto, na realidade são pessoas doentes que precisam de ajuda. Este é o jeito didático porque a gente não nega, vê e fala do que aconteceu, deixando a pessoa mais forte, você vai superar, vai entender, sem destruir o outro colocando-o no patamar de ajuda. Assista a entrevista a partir dos 40 minutos para pegar mais detalhes, clique abaixo. 

 

Ouça a entrevista

De acordo à Lei 9.610/1998, que trata sobre os direitos autorais, não é permitido à propagação desta entrevista ou fragmentos, em outros veículos de comunicação, bem como em redes sociais, sem a solicitação de autorização a este veículo de comunicação.

Por Neide Lu – Portal Fala Você Notícias

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