Uma super lotação dos leitos da Unidade de Pronta Atendimento de Guanambi – UPA24h tem extrapolado suas competências na Rede de Atenção às Urgências. Um caos, leitos cheios e pacientes chegando para serem atendidos e acomodados para observação.
Familiares de pacientes internados na Unidade de Pronto Atendimento 24h de Guanambi, desde a semana passada tem procurado a redação do Fala Você Noticias denunciando a demora na regulação dos pacientes graves que se encontram hospitalizados há 08, 15 até 28 dias, ou mais aguardando uma vaga para tratarem doenças.
Pacientes graves com aneurisma da aorta, câncer avançado debaixo da língua que precisam de cirurgia urgente esperam a regulação da secretaria de saúde do estado da Bahia, uma situação angustiante para doentes e familiares.
De acordo relato da coordenadora da UPA24h os 18 leitos existentes estão ocupados, inclusive existem 2 pacientes entubados e outros em situação grave precisando dos mesmos cuidados. Um paciente que estava entubado não resistiu e veio a óbito, devido a demora da regulação.
No último dia 23 de junho, quinta-feira, procurada por nossa redação sobre a situação, Dra. Roberta Mota, secretária de saúde de Guanambi, disse “que tem se empenhado em cobrar inúmeras vezes da central de regulação do governo do estado, mas a demora tem sido exaustiva”.
Uma outra realidade são os pacientes que eram pra estar internados no Hospital Municipal, porem estão sendo tratados na própria UPA. Sobre esta situação a Dra. Roberta disse “que estavam em negociação com os dois hospitais particulares de Guanambi e esperava uma resposta para parceria em hospitalizar os pacientes”, mas já se passaram sete dias e a situação tem se agravado.
O vice-prefeito Arnaldo Azevedo Nal, foi procurado, porém disse que inteirado do assunto tem buscado resolver a situação.
De acordo o secretário de planejamento, Cel. Inácio Paes Lira, o projeto do Hospital Municipal está pronto, agora estão nos trâmites burocráticos para a construção, porém não sinalizou nenhuma data para início da construção.
Para que ocorra mudança é preciso que familiares busquem a intervenção da Defensoria Pública e o Ministério Público na tentativa de solucionar o problema.
Por Neide Lu / Portal Fala Você Notícias