Fausta Porto, doutora em educação pelo programa de pós-graduação em educação, conhecimento e inclusão social da faculdade de educação na UFMG e mestra em educação pela Universidade de Brasília, fala sobre políticas de inserção no ensino superior.
Procurando entender sobre como estão funcionando as políticas educacionais, Neide Lu, apresentadora do Fala Você Notícias, nesta quarta, 28, conversou com a doutora Fausta sobre uma pesquisa recente, referente ao tema para inserir o cidadão no ensino superior.
A doutora diz que as políticas são várias e começa com a Lei 9394/96 que traz uma repaginação nas políticas afirmativas, a UNEB e a UERJ em 2000/2003, inauguraram o marco para o pertencimento racial. No Brasil a política de inserção ganhou foco e anterior temos o FIES. Outra dimensão de acesso ao ensino superior é o PENAEST para que o aluno que vem de escola pública possa acessar e ter uma formação qualificada.
Dra. Porto rebate o que se comenta sobre tantas oportunidades mas o aluno não quer, ela diz “que esta realidade é construída a partir das representações sociais da elite, mas temos um país de muita gente pobre, mais de 80% da população é pobre e precisa da escola pública, é essa escola pública que Anísio Teixeira junto a dez educadores do país assina o manifesto em 1932, e ainda não é uma conquista, que é uma escola de educação básica que dê condições a esse sujeito de acessar, ascender a instrução superior em pé de igualdade”.
“Se tivéssemos educação de qualidade não precisaria de cotas, todo mundo teria as mesmas condições”, afirma Porto.
A educadora também analisa que a universidade não foi pensada para quem trabalha, e que precisa de uma escola pública de qualidade pensada no modelo de Anísio Teixeira, Paulo Freire e demais educadores, como prática de educação com base que dá condições ao sujeito de progredir para a universidade ou para a educação profissionalizante, mas que seja de qualidade na formação de professor, na estrutura, de laboratório, de políticas de incentivo que o aluno saia da educação básica com condições de progredir.
Ela indaga: sabe o que é fazer o ENEM e ter 100 mil redações zeradas? “Esse é um murro dado na porta da educação”, responde deixando a mensagem para os ouvintes compreenderem o cenário real da educação.
Dê um clique e assista a explanação da Dra. Fausta sobre onde está o erro da educação ao longo da nossa história e o que o município tem pensado em políticas de acolhimento dos jovens que estudam fora e voltam pra cidade.

Assista a entrevista no canal You Tube a partir de 32”, é só clicar:
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Por Neide Lu – Portal Fala Você Notícias