Felipe Duarte, secretário de agricultura, fala das ações para reduzir os impactos da seca no município.
Com apenas três meses na pasta de Secretário de Agricultura, Felipe Duarte participa de um bate-papo nesta quarta, 06, do Fala Você Notícias para contar sobre os projetos em andamento.
Felipe inicia a conversa relatando sua rápida passagem pela secretaria de administração onde montou equipe, fez a reformulação de novos projetos de como Nilo pretendia trabalhar, com transparência nos processos licitatórios, porém foi solicitado para ocupar a pasta da secretaria de agricultura.
Ele justifica sua ida para a secretaria de agricultura como reconhecimento do capital humano em que é possível trabalhar mesmo não tendo tanta experiência, “tenho muita experiência como empresário, mas também tenho uma pequena criação de vaca nelore e faço plantações, eu também tenho uma identidade junto a agricultura”, afirma.
Sabedor das necessidades do homem do campo frente a seca, com dificuldade de captação de água e a falta de capacitação técnica do homem do campo para lidar melhor com tudo isto, Felipe diz que quer dar sua contribuição com o melhoramento da vida das pessoas na zona rural.
Duarte diz que não tem sido fácil estar à frente da secretaria, porque veio de uma transição em que todos os processos passam pelo licitatório, tivemos as dificuldades com as contratações dos pipeiros, mas inclinou porque os pipeiros entraram com um preço bem abaixo do mercado e não conseguiram sustentar, “acharam que teriam as regalias de antes, de andar com vouchers nos bolsos, de ficar com os carros no final de semana e trabalhar para eles mesmos sendo os carros da infraestrutura, mas o governo de Nilo Coelho não permite essas regalias”.
De acordo Felipe, existe uma abstinência de chuvas muito grande no município, foi feito um planejamento para construção de cisternas e a secretaria estar apenas com dois carros pipas em Guanambi, trabalhando 24 horas por dia, “mas o ideal é trabalhar com 07 carros pipas”, esclarece. A prefeitura irá construir 60 cisternas, dessas já foram construídas 30, as outras 30 estão em execução e já tem licitadas mais 200 cisternas. “O objetivo nosso é sanar a necessidade que a população da zona rural tem”. Ele diz que a realidade perto da barragem do Poço do Magro é triste, “as pessoas enxergam a água, mas não tem em suas casas”, é um problema estruturante, “a princípio pensamos em construir uma nova caixa, mas talvez a solução esteja no redimensionamento da rede. Estamos lidando com várias frentes para poder amenizar esse problema que assola a população “, revela em tom de preocupação.
Segundo Felipe, o que a prefeitura pagava na ultima gestão era uma média de R$ 170 mil reais por mês a Embasa de carros pipas, “só que os carros pipas não eram destinados para onde deveriam ser, para as pessoas da zona rural que realmente tem necessidade, identificamos que parte desta água tinha uma evasão para as propriedades privadas, clubes”. Foi feita uma rearrumação, hoje tem um pré-cadastro que se faz, quando a pessoa solicita a água, nos temos a obrigação de ir lá entender o porquê desta água, porque o caminhão pipa resolve o problema de 30 dias, ou se existe a necessidade de uma cisterna ou se tem mais pessoas perto para perfurar um poço artesiano.
O governo Nilo Coelho começou pagando a Embasa R$17 mil reais/mês, “mas aumentou um pouco porque existe um carro permanentemente em Morrinhos, em Mutans, um a disposição do Baixio, e os que fazem frente a região periférica mais perto, pontua Duarte.
Felipe frisa que tem um governo que trabalha em cima dos problemas estruturantes do município, a exemplo do aeroporto que era um gargalo de muitos e muito anos, assim como o corpo de bombeiros, a questão da água é desafiadora, mas vamos atenuar o problema da água do município, e a prova disto foi a questão do perímetro irrigado de Ceraíma que Nilo resolveu.
O secretário anuncia o projeto de irrigação do Baixio, que é uma grande necessidade e que contempla uma prospecção do município, estão em fase de estudo, viabilidade, “o deputado Arthur Maia está em Brasília buscando recurso”, frisa Felipe.
Sobre projetos para melhorar a vida das pessoas na agricultura, o secretário reafirma sobre as cisterna e perfuração de poços artesianos, implantação de caixas d’água com lona para agricultura familiar com hortas, a irrigação do Baixio com água do Poço do Magro, “tudo isso alinhado com cursos, capacitação”, “já foi feito o seminário da Apicultura, que é uma grande alternativa para a região semiárida, incentivar uma nova cadeia produtiva”.
A secretaria também prepara um evento para a cadeia produtiva do leite mostrando para o produtor o melhoramento genético, o cooperativismo, armazenamento do leite para vender melhor para o mercado, “mas o projeto que culmina tudo é a implantação do Ceasa, porque uma vez que se tem a agricultura familiar funcionando, teremos um lugar concentrado que faça a distribuição desse alimento, não pensamos em um projeto isolado, Guanambi se tornará um grande polo de exportação de produtos “, afirma Duarte. Dê um clique na entrevista e ouça as respostas de perguntas de ouvintes sobre abelhas, o leite comercializado, qual foi sua participação na vinda da Azul Linhas aéreas, abastecimento de água e projetos para os agricultores de Ceraíma.

Assista o vídeo da entrevista
Por Neide Lu (MTBE 06466) / Portal Fala Você Notícias