Quase 11 milhões de brasileiros tem perda auditiva, como lidar com o problema? O otorrino Jairo explica

8 de outubro de 2021

Fernando Jairo, otorrinolaringologista, fala sobre surdez, tratamento, tecnologia e cura.

No mês de setembro foi comemorado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, o Fala Você Notícias nesta sexta, 08, dedicou o espaço da entrevista para conversar com o convidado da Audiomax, Dr. Fernando Jairo, otorrinolaringologista.

Para Dr. Jairo, antes de tudo o surdo, ou seja, toda pessoa que tem uma perda auditiva é considerada surda,  só que o nome é estigmatizado, algumas pessoas não gostam de serem chamadas de surda. “O surdo como qualquer outro tipo de deficiência, seja psíquica ou visual é um indivíduo marginalizado, sofre muito com isso, porque além de sofrer com a falta de comunicação é pouco compreendido e a sociedade o insere muito pouco nas suas atividades”, esclarece.

Quanto a importância da data, o médico fala que é para as pessoas lembrarem que as pessoas surdas existem, merecem respeito e precisam ser lembradas dos seus direitos. Quase onze milhões de pessoas no Brasil tem alguma perda auditiva. Os motivos vão desde problemas gestacionais na gravidez até os ruídos diários no decorrer da vida, revela Dr. Jairo.

Em relação a gestação, países com menos desenvolvimento tem mais pessoas que nascem com surdez, sejam por questões nutricionais, doenças infectocontagiosas que as mães adquirem na gestação, como toxoplasmose e tantas outras. No mundo são cerca de 1,5 bilhão no último dado da Organização Mundial da Saúde de pessoas surdas, informa o medico.

No Brasil tem duas linguagens de sinais, a Libras e a Língua de Sinais Ka’apor  de uma tribo indígena no Mato Grosso, explica o otorrino. Ele lembra que as doenças gestacionais como rubéola, HIV, Covid, toxoplasmose e zica, podem levar a uma perda auditiva do feto.

De acordo Dr. Jairo, a surdez varia desde a leve a profunda. A surdez leve é quando o paciente precisa de um volume de 25 a 35 decibéis, de 35 a 45 é moderada, de 45 a 70 decibéis é severa e a partir de 70 a 90 decibéis é profunda. Mas existe a surdez perda auditiva condutiva e a neurossensorial.

Para previnir, o médico diz que é melhorar a qualidade de vida da população desde o saneamento básico, dar um melhor acesso a saúde, a educação, terá um impacto na grande massa, mas pessoalmente é a pessoa ter o cuidado com a sua saúde.

O fato dos jovens usar fone auditivo o tempo todo com um volume inadequado provoca um desgaste e leva a uma perda auditiva, pontua o otorrino.

Quanto aos recursos tecnológicos usados para melhorar a surdez, Dr. Fernando responde que os aparelhos auditivos tiveram um avanço enorme, tem também o implante coclear e o barra que é uma tiara.

Para o surdo ter uma qualidade de vida o que precisa à família proporcionar, Dr. Jairo orienta que primeiro deve-se dar apoio educacional e de saúde para o surdo, aprender linguagem de sinais, “é preciso se comunicar para entender melhor”. O paciente que não consegue se comunicar passa a ter problemas psicológicos, como hiperatividade,TDH, irritabilidade, depressão, o paciente precisa de um acompanhamento psicológico e à família também.

Dr. Jairo ainda responde sobre água no ouvido se provoca surdez, pancadas, se tem cura a surdez e perguntas de ouvintes como zumbido, perdas auditivas por covid-19 e como saber se criança tem perda auditiva, dê um clique e escute com detalhes as respostas.

 

Assista o vídeo da entrevista

Edição: Neide Lu (MTBE 06466) / Portal Fala Você Notícias

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