Dr. Clécio Magalhães, coordenador da 22ª Coorpin, fala sobre as ações da Polícia Civil em 2021.
A jornalista Neide lu, nesta terça-feira, 28, recebeu no Programa Fala Você Notícias o delegado Dr. Clécio Magalhães, coordenador da 22ª Coorpin, para falar sobre a atuação da polícia civil na região e dentre os homicídios ocorridos, o andamento do inquérito do duplo homicídio entre mãe e filha no último dia 12.
Dr. Clécio inicia a conversa explicando sobre as diferenças existentes entre Polícia Civil e Militar, “a polícia militar é uma polícia ostensiva, ela está nas ruas, o crime acontecendo tem a interferência da Polícia Militar, além da prevenção tem também a ação, após ser realizado o trabalho da Militar entra o investigativo, que é a polícia civil, tem várias técnicas que precisamos utilizar dependendo do judiciário”, pontua.
Segundo o coordenador, a 22ª Coorpin Guanambi engloba 18 cidades, pegando o eixo Carinhanha até o eixo Jacaraci/Tanque Novo, que se divide em dois comandos militares, são o 17º Batalhão e a 94ª CIPM de Caetité. “O efetivo está um pouco baixo, com uma média de 30 e poucos investigadores, em Guanambi nós temos um efetivo ainda baixo pela demanda que é, tivemos mais de 5 mil ocorrências esse ano só em Guanambi “, esclarece. O efetivo de Guanambi tem 06 delegados (04 delegados plantonistas, 01 delegado titular e 01 adjunto). Dr. Clécio queixa-se do trabalho que é exaustivo, porque trabalham muito com casos que tem prazo.
Ele ainda relata que a Polícia Civil tirou de circulação este ano os dois chefes das facções criminosas (Baú e Delton) e os gerentes também, e ainda acompanha os que estão foragidos. Existe também na carceragem de Guanambi 60 presos que demanda assistência por parte da visitação e acompanhamento para o conjunto penal.
Sobre o sistema de atendimento da PC que expõe quem chega pra ser atendido, Dr. Clécio respondeu que “o plantão funciona com dois gabinetes na frente, para o dia a dia, e os atendimentos que necessitam ser privados, nós encaminhamos para uma sala”.
Sobre o pós episódio do duplo homicídio de Alcione e Ana Júlia, Magalhães, disse que tomou conhecimento do caso, quando estava de férias, posteriormente teve a coletiva com o Delegado Rhudson, “não quero falar das declarações dele porque a Polícia Civil está tomando providências, mas geralmente os homicídios que acontecem em Guanambi dos 11 ocorridos esse ano, a PC elucidou 10, somente um homicídio que a PC não tem autoria do crime”. No caso do homicídio duplo, “foi feito o flagrante, posteriormente o procedimento foi passado para Dr. Giancarlo, que está sendo assessorado por mim e alguns outros delegados nas investigações. É uma investigação complexa, mas algumas medidas foram tomadas por Dr. Gian com as técnicas investigativas que não podemos revelar, foi encaminhado ao judiciário, o inquérito também foi remetido em princípio com uma autoria, mas não descartamos a autoria de outras pessoas devido a resposta que a gente tem que ter nas técnicas investigativas, como perícia e interceptação, para fazer a conclusão do crime. A reconstituição do crime também foi solicitada”, revela. Dr. Clécio também abre possibilidades para o surgimento de testemunhas no decorrer deste caso.
Sobre a solicitação do caso Matheus de Pindaí, Dr. Clécio, diz que “foi um crime complexo, com acompanhamento de Dr. Gian, mas até o momento está em aberto a investigação”.
Quanto as queixas do atendimento da delegacia às mulheres vítimas de violência, o coordenador, explica que “tem três maneiras de se fazer o atendimento às mulheres, o primeiro é o plantão, que é o que tem na delegacia, que não tem aquela técnica, especialidade. O segundo, é uma NEAM, é um grupo de atendimento à mulher e a DEAM, é a delegacia especializada da mulher (…), a agente torce para esse atendimento especializado”. Dê um clique na entrevista e confira as colocações na íntegra.

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Edição: Neide Lu (MTBE 6466) / Portal Fala Você Notícias