“O bem, ele é contínuo, ele não cessa de forma alguma e o mal, ele é uma caracterização mental nossa” explica Norma Lopes, terapeuta e também membro e fundadora do Instituto Super Nova, em entrevista ao Fala Você Notícias desta segunda-feira (07).
Se para muitos o bem e o mal são particularidades de cada indivíduo por natureza, para a terapeuta Norma, se tratam de caraterizações criadas pelo ser humano.
“O bom e o mal é uma criação nossa, nós que criamos este conceito, ele não é um conceito transcendental, não é do universo, ele é nosso. Foi uma criação que eu acredito, que esta linguagem, será modificada pelas próximas gerações, porque virão outras compreensões do que seja o bem, do que seja o mal”, declara.
Na compreensão de Norma, o planeta Terra está em um processo amplo de evolução, porém os seres humanos não estão preparados para lhe dar com este fato, porque não há um interesse em relação a isto. Por muitos acreditarem que a realização dos sonhos ocorre apenas por meio de conquistas materiais, em contradição a este pensamento, Norma defende a importância da evolução moral para que o bem esteja entre nós.
“O planeta Terra demora 26 mil anos para dar uma volta em torno da galáxia. Ele fechou esta volta agora, ele concluiu e agora está iniciando um novo ciclo. Quando iniciamos um novo ciclo, nós temos que mudar o nosso comportamento, as nossas crenças, abrir o nosso mental para produzir a plasticidade intelectual e cerebral para a gente compreender novos conceitos, mas queremos permanecer no padrão antigo”, explica.
Para comprovar esta fala, Norma explana em relação a evolução do ser humano ao longo do tempo, ao nos convidar a olharmos para as guerras como eram antes e depois de Cristo e uma série de eventos históricos negativos que fizeram parte da humanidade e que hoje não existem mais, porque o ser humano está evoluindo.
“Mulheres foram mortas porque faziam chás. Este fenômeno está no inconsciente coletivo da humanidade, que é o fenômeno dentro da epigenética, que é produzido um campo social e que isso vai sendo reproduzido de geração em geração”.
E para mudarmos esta realidade trágica, presente no quadro social da humanidade, ao longo de milênios, ela defende a ideia de uma evolução coletiva, que ocorrerá a partir do momento em que nós pensarmos no bem comum para, dessa forma, erradicarmos do planeta um desequilíbrio provocado por nós.
“Nós acreditamos que, se choveu aqui e está produzindo, molhou a minha roça, então está tudo bem comigo e eu não penso no outro que não tem o que comer agora. Isto é um desequilíbrio do planeta que é gerado por nós, pois não nos preocupamos com o outro, e, achamos que o outro é o outro e não existe o outro”, destaca.
Para Norma, o mal é a ignorância gerada pelo ser humano, em um mundo onde as pessoas não estão abertas para novos conhecimentos, novas informações, onde há uma ideia de verdade absoluta enraizada que vai contra ao movimento da vida construído por novos saberes. É neste momento que o egoísmo entra e age no ser humano para que ele viva apenas em torno de si, esquecendo da ideia do coletivo, chave para abrirmos as portas das nossas mentes para que o bem penetre em nós por meio da transformação da realidade do campo social energético, comportamental, intelectual e emocional da nossa humanidade. Dê um clique no vídeo e confira uma sequencia lógica que pode gerar mudança pessoal e coletiva do planeta.
Edição: Dani Rodrigues e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias