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O movimento do Luto à Luta realizou neste sábado, 12, às 20h, na praça da Bíblia, bairro Santa Catarina, o 2º Encontro de Orações, dirigido por evangélicos da Igreja Batista Sião. O culto teve a abertura pelo irmão Maurício Alves, os louvores por Alex Santos e Leidiane Souza, a ministração da palavra pela missionária Larrissa Abreu, pastora Iracema e a oração final pelo diácono Clésio Junqueira.
Larissa Abreu, ministra a palavra com a passagem bíblica de Lucas, cap. 08, que fala das mulheres como discípulas de Jesus, que foram violentadas e que após encontrar Jesus suas vidas mudaram. Para a missionária, “Deus se importa com você, com a sua dor, mesmo você não acreditando”. Ela passou a certeza através do evangelho de quê Deus se importa com toda essa situação de violência que tem ocorrido e dar o socorro.
Para a pastora Norma Angélica, o Movimento do Luto à Luta é uma ação de justiça social. “Tenho acompanhado neste longos anos de ministério mulheres sendo brutalmente assassinadas e abusadas, adolescentes e crianças sendo estupradas e espancadas e a igreja sem se posicionar, estamos vivendo os últimos Dias, não dá mas pra ficar em cima do muro, Jesus vai cobrar de nós”, pontua e agradece aos que participaram do 2º Encontro de Orações.
Com a realização dos Encontros à família de Alcione Malheiros e Ana Júlia, busca sensibilizar a população para promover uma cultura de paz e pressionar à justiça por uma resposta mais rápida sobre os esclarecimentos do crime ocorrido no dia 12 de dezembro de 2021.
Andamento do processo
Devido a vara crime de Guanambi está com um juiz substituto que acumula processos de várias comarcas tem ocorrido uma demora muito grande em agilizar a investigação das provas que fazem parte do processo e são necessárias, a exemplo da reconstituição do crime e depoimentos. Já se passaram 60 dias do assassinato e ainda o processo está esperando a manifestação do advogado defensor do acusado (autor do crime).

O que pretende o Movimento?
O Movimento do Luto à Luta, tem atuado através de reuniões com representantes da rede de combate à violência contra à mulher; se mobilizado junto ao setor educacional para implantação de um sistema de humanização dentro das escolas públicas e particulares das séries iniciais até o ensino superior para a desconstrução do machismo estrutural; a implantação do CRAM (Centro de Referência ao Atendimento à Mulher); a implantação de um serviço de apoio às mulheres e famílias vítimas de violência; construção do mapa da violência em Guanambi e região contra às mulheres; implantação da DEAM (Delegacia Especializada da Mulher) pelo governo do Estado da Bahia.
Constituição do Movimento
O Movimento do Luto à Luta é constituído por familiares de Alcione e Ana Júlia, Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Guanambi, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher, Ronda Maria da Penha, Polícia Militar, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi, representantes religiosos e populares.

Órgãos que compõem a rede de proteção às mulheres vítimas de violência em Guanambi
Procuradoria da Câmara de Vereadores de Guanambi, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher – CMDDM, Ronda Maria da Penha, Polícia Militar, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi, Ministério Público, Delegacia de Polícia de Guanambi, Defensoria Pública da Bahia, 17º Batalhão de Polícia Militar da Bahia, Centro Integrado de Comunicação – CICOM 190, Ronda Maria da Penha PM, Conselho Tutelar, Secretaria de Assistência Social, CREAS, Secretaria de Educação, Secretaria de Saúde, Instituto Médico Legal, Justiça vara crime, Hospital Geral de Guanambi, UPA 24, Uneb, UniFG, Unopar, escolas particulares e igrejas.
Denúncias anônimas de abuso e violência contra à mulher entre em contato:
Zap Respeita as Minas: Orientações, informações, denúncia sobre violência doméstica e muito mais. É só acionar (71) 3117-2815 e entrar em contato.
Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
CICOM (Centro Integrado de Comunicação ) Polícia Militar – 190
Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Guanambi – 77 3451-3626 (Gabinete Vereadora Míria Paes)
Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi – 77 3451-1994.
Dados reais sobre a violência na Bahia
Segundo o G1, o levantamento anual (2020) feito pela Rede de Observatórios da Segurança aponta que 181 mulheres foram mortas na Bahia em 2020. Desse total, 70 foram vítimas de feminicídio, crime de ódio em que a mulher é assassinada em contexto de violência doméstica ou por misoginia – aversão às mulheres.
Além da Bahia, a organização analisa dados de outros quatro estados: Ceará (138 casos, entre homicídios e feminicídios), Pernambuco (144, somando homicídios e feminicídios), Rio de Janeiro (84, contando homicídios e feminicídios) e São Paulo (200, também entre homicídios e feminicídios).
Assista o vídeo do 2º Encontro de Orações:
Edição: Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias