O mês atual é caracterizado como fevereiro roxo, escolhido para informar e sensibilizar as pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce do Alzheimer, e, para falar sobre este assunto, recebemos no Fala Você desta sexta-feira (18) o Dr. Welton Cardoso Junior, neurologista, empresário do Inrad Center.
Dr. Welton esclarece que o Alzheimer é uma doença que foi descoberta há 120 anos, descrita pelo psiquiatra neuropatologista alemão Alois Alzheimer. Tudo começou quando o Dr. Alzheimer foi atender um paciente no seu hospital em Monique, na Alemanha, que, ao analisar o caso dele, sentiu-se despertado por uma curiosidade e interesse em entender aquela doença e, após o paciente ter morrido, ele fez uma intervenção de necropsia e descobriu, no cérebro do morto, uma espécie de cicatriz endurecida.
Dr. Welton explica que houve avanços em relação ao entendimento e de como se comporta o Alzheimer, pois destaca que, da época do psiquiatra Alzheimer até atualmente, houve mudanças significantes, porque passaram a estudá-la mais, pois, ele chamou a atenção para o fato de que muitas pessoas associam o Alzheimer a uma demência popularmente conhecida como caduquice, caracterizada pela medicina por demência senil, porém ele explica que o Alzheimer é um dos tipos de uma síndrome que se chama demência, ou seja, perda de alguma capacidade cognitiva, deixando claro que se tratam de doenças diferentes.
Além disso, ele esclarece que o Alzheimer é uma doença classificada por fases: a primeira é identificada como déficit cognitivo subjetivo, que é quando a pessoa percebe que está tendo falhas na memória, porém ao realizar exames, a doença não é identificada, uma vez que, estudos científicos apontam que esta manifestação pode ser do início da doença. A segunda trata-se de um déficit cognitivo leve, o qual o médico neuropsicólogo já consegue detectar, através de testes, algum elemento que comprova que a pessoa está com a doença. Já a terceira fase é um déficit cognitivo instalado, detectado e comprovado por exames, mas não há ainda um quadro da completa perda de função, pois ela só ocorre na fase leve. E assim, a pessoa vai gradativamente perdendo a funcionalidade que vai evoluindo até a pessoa não conseguir realizar procedimentos higiênicos no próprio corpo. Estas duas caracterizadas por fase moderada e grave. E destaca que normalmente as pessoas só procuram o médico quando a doença já está na fase avançada e que, mesmo assim, não tem como afirmar com certeza absoluta que é uma demência do tipo Alzheimer.
Ele argumenta que não é fácil fazer um diagnóstico preciso do Alzheimer, mas que, para facilitar este processo, há mecanismos fundamentais que auxiliam na identificação da probabilidade de o paciente estar com a doença. Sendo o primeiro, o preparamento do profissional que está acompanhando o paciente, pois precisa ter domínio do assunto e aplicar corretamente os testes para que eles possam ter indícios que irão indicar a referida demência no paciente.
De acordo com o Dr. Welton, Alzheimer é uma doença que ocorre a partir da velhice e não se trata de algo hereditário. E ainda menciona que quando o paciente está na primeira fase e relata ter sobrecarga emocional, é recomendado que ele mude o estilo de vida e procure viver de forma mais leve, para que não evolua a ponto de chegar na última fase, pois se trata de algo fundamental no combate à doença, principalmente quando ela começa a se manifestar quando a pessoa ainda está jovem.
Dê um clique no vídeo ou no áudio e veja as dúvidas mais frequentes trazidas pelos ouvintes a respeito da demência Alzheimer.
Edição: Dani Rodrigues e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias