O empresário Carlos Newton Vasconcelos Bonfim, aos 73 anos, faleceu na madrugada deste domingo, 20, em São Paulo, onde fazia tratamento médico.
Natural de Brumado-BA, Carlos Bonfim, morou em Guanambi por muitos anos, e participou do desenvolvimento de Guanambi através do investimento da agricultura do algodão no Vale do Iuiu, sendo um dos pioneiros. Guanambi foi cenário de destaque nacional na produção graças a força de muitos empreendedores que alavancaram a economia regional e o empresário deu a sua grandiosa contribuição.
Carlos Bonfim é irmão de João Bonfim, ex-deputado estadual por muitos mandatos e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e tio do deputado estadual Vitor Bonfim.
O empresário deixa a esposa Kátia Macedo, filhos: Carla Katharine, Carlos Bonfim Júnior, Lara, José Bonfim Neto e Milena Luisa e netos.
Perfil
Carlos Newton Vasconcelos Bonfim, nasceu no dia 23 de setembro de 1948, na cidade de Brumado- BA, sendo o terceiro dos sete filhos do casal Maria de Lourdes Vasconcelos Bonfim e José Bonfim da Silva. Ainda jovem, despertou interesse pelo comércio atacadista, seguindo uma tradição da família Bonfim. Casou-se em 1971, na cidade de Guanambi- BA, com Kátia das Graças Macedo Bonfim, onde passou a residir.
Na década de 70, o Estado da Bahia destacou-se como produtor de algodão (3º maior do Brasil), sendo o Vale do Iuiu, na região do médio São Francisco, o local onde concentrou-se a maior parte dos quase 500 mil hectares plantados do chamado Ouro Branco. Com esse novo mercado, seu tino comercial e, mais uma vez, a tradição de família, já que seu avô materno beneficiava algodão em Brumado – BA levou o jovem empresário a ingressar no ramo do plantio e da comercialização, criando no ano de 1976 a Bial Algodoeira, onde implantou a sua primeira usina beneficiadora, tendo alcançado a ambiciosa meta de funcionar 10 unidades em Guanambi e região, chegando, também, a cultivar 6 mil hectares. Com competência e muito trabalho, firmou-se na atividade, tornando-se o maior beneficiador do Norte-Nordeste e referencia nacional.
Com o surgimento da “Praga do Bicudo” no sudoeste da Bahia, no início da década de 90, a cultura do algodão no Estado entrou em crise, oportunidade em que a Bial, através do seu Diretor-presidente Carlos Bonfim, buscou a diversificação dos seus ativos, no ramo de revenda de automóveis, criando as subsidiárias Bial Veículos, na grande Salvador, e, em Brasília, também, adquiriu uma fábrica da Coca-Cola em Vitória da Conquista – BA. Nessas atividades sentiu-se à vontade, o que o levou a pesquisar em várias regiões do país um local que lhe proporcionasse condições de retornar ao negócio do qual é profundo conhecedor e que, efetivamente, gostava de fazer, que é plantar e beneficiar algodão.
Resultou tais pesquisas a uma visita, no ano de 1994, ao Estado do Mato Grosso, onde a sua agregada percepção lhe indicou a cidade de Rondonópolis como seu novo eldorado, em função do franco desenvolvimento e qualidade das terras e seu povo hospitaleiro. No ano seguinte, a Bial já inaugurava a sua primeira unidade beneficiadora nesta cidade e, a partir daí, com o significativo crescimento da produção, houve, também, o aumento de novas instalações industriais em várias regiões do Estado, gerando milhares de empregos para pessoas que vinham de todo o Brasil.
Edição: Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias
Foto: Rede social