Fome ou sentimentos insaciáveis? Descubra se sua fome é física ou emocional

8 de abril de 2022

De repente, uma fome. Às vezes, é possível a enganar; às vezes, não. Ao comer, podemos saciar ou continuar com desejo de consumir mais alimento. Eis aqui a apresentação de dois tipos de fome: a física e a emocional. Mas, como saber que tipo de fome estamos sentindo? A psicóloga Maria de Lourdes sanou esta dúvida no bate-papo do nosso programa Fala Você Notícias desta sexta-feira (08).

Maria de Lourdes explica que a fome física está associada a uma necessidade orgânica do corpo, pois, é aquela que aumenta gradualmente e que não conseguimos a enganar de forma alguma com atividades que possam distrair a nossa mente. Enquanto a fome física é real, a emocional é ilusória, por estar ligada apenas às emoções, porque é um meio dos sentimentos não vivenciados pela pessoa comunicar que estão ali presentes, que precisam ser ouvidos e de uma atenção maior.

Desta forma, ao se tratar de uma fome emocional, comer é uma estratégia que o indivíduo encontra de aliviar os sentimentos negativos ou aqueles que o transporta para um estado de euforia, explica a psicóloga Maria de Lourdes.

A fome emocional é bem característica, já que é acompanhada de um desejo em consumir um alimento específico, e, se difere da fome física, ao poder ser substituída por afazeres que possam tirar o foco da vontade de comer despertada pelo emocional.

Ao se tratar de fome alinhada a questões psicológicas, a psicóloga também descreveu sobre a compulsão alimentar, que é um transtorno alimentar. O transtorno alimentar é descrito por um comportamento de consumo alimentar demasiado em um determinado período, do que o normalmente consumido pelas pessoas em circunstancias semelhantes. Ou seja, é quando alguém ingere comida em excesso e além do que uma pessoa aguentaria comer.

Portanto, tanto a fome emocional quanto a compulsão alimentar podem ser identificadas e, principalmente, tratadas de acordo com as causas psicológicas de cada uma. O importante é reconhecer os sintomas e buscar ajuda de um bom profissional, afim de superar as dores e aprender a lidar com os problemas sentimentais sem precisar os acalentar por meio de uma inadequada conduta alimentar.

Dê um clique no vídeo ou ouça o áudio e saiba o que mais foi falado no nosso bate-papo com a psicóloga Maria de Lourdes acerca da diferença da fome física para a emocional sobre: “Quais são as causas que geram as fomes emocionais?”, “Como saber se temos compulsão alimentar?”, “Quais sentimentos são despertados após uma alimentação ocasionada por uma fome emocional?”, “Como surge a fome emocional já que não se trata de uma necessidade orgânica?”, “Quais tipos de alimentos normalmente sentimos vontade de comer quando estamos com fome emocional?” e “Quais formas de tratamento podem ser realizadas?”

Perfil da entrevistada: Maria de Lourdes Silva é psicóloga clínica, Mestra em Educação pela UESB e especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental.

 

Assista o vídeo da entrevista

Edição: Dani Rodrigues e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias

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