Em meio a tantas demandas para serem sanadas ao longo do dia, o excesso de trabalho e a pressão que é colocada para que sejamos mais produtivos pode ocasionar a produtividade tóxica, que quer dizer produzir mais de forma inadequada e menos saudável. Para detalhar sobre este tema, conversamos no Fala Você Notícias desta segunda-feira (11), com o administrador, coach e palestrante do SEBRAE, Rodrigo Leão Brasileiro.
Como identificar a produtividade tóxica?
Rodrigo detalha que os principais sintomas da produtividade tóxica são: ansiedade, cansaço extremo, estafa, fraqueza, pouca disposição e falta de energia. No entanto, ele esclarece que estes sintomas são desencadeados a partir do momento em que a pessoa se exige demais, a ponto de sempre achar que o seu trabalho nunca está perfeito mesmo estando bom. Além disso, é desencadeada também quando a pessoa passa a acumular muitas atividades para fazer no mesmo dia ou no mesmo turno, já que poderia fazer aos poucos, durante a semana: “Ela quer fazer aquele checklist; quer finalizar tudo meio que instantaneamente, no mesmo dia, no mesmo instante”, enfatizou.
A produtividade tóxica também causa cansaço excessivo porque se trata de uma resposta do corpo quando a pessoa está com uma demanda grande de atividades para serem executadas. Bem como, a alta competitividade, que geralmente acontece entre vendedores ou empresários que desejam sempre estar a frente dos seus concorrentes, porém, em um nível elevado, a ponto de prejudicar a saúde.
A Síndrome do impostor é também uma das causas da produtividade tóxica, pois, com base na explicação de Rodrigo Leão, refere-se à pessoa que constrói uma imagem de incompetência de se mesma, fazendo com que este pensamento a leve a trabalhar demasiadamente para alcançar a perfeição.
Saiba quais medidas devem ser tomadas para evitar a produtividade tóxica
O coach explica que, para evitar a produtividade tóxica, a primeira medida a ser tomada é reconhecer os sinais citados que a caracteriza: “A partir destes pontos, você está percebendo que a sua produtividade do dia-a-dia está em excesso? Ou seja, você não está dando conta de fazer o que era pra ser feito e está ficando muito cansado? Está tendo situações de estresse, de ansiedade, de insônia? Ou até mesmo de depressão? Então, se isto está acontecendo motivado pelo seu trabalho, pela sua entrega, por sua produção do dia-a-dia, o primeiro ponto é reconhecer, porque, quando você reconhece, já é o primeiro estágio”, explicou.
Ao reconhecer, Rodrigo enfatiza que o ideal é adotar algumas práticas que irão ajudar a não cair na produtividade tóxica. Sendo assim, a pessoa que tem muitas coisas para realizar, precisa primeiro identificar o que é possível fazer dentro de um dia, por meio da organização das atividades em um cronograma, onde deve ser colocado tudo que ela consegue dar conta de realizar naquele dia. Outra dica é a pessoa se proporcionar, durante a realização do seu trabalho, momentos de descanso: “Então, se ela pára para tirar um cochilo, assistir um filme, se ela pára para ler um livro, se ela pára pra fazer uma caminhada no parque, ela pensa que está roubando tempo produtivo. Então, ela pensa que deveria estar trabalhando, estudando, ou seja, produzindo. Ela pensa que está cometendo um crime e sente que parar para assistir um filme, uma novela, ir ao parque, conversar com um amigo ou comer algo com um amigo, é um crime porque ela deveria estar produzindo”, exemplificou.
Contudo, ele pontua a importância do descanso como uma arma de combate à produtividade tóxica, assim como, um meio de ajudar o cérebro a processar as informações devidamente, porque através do descanso ela passa a ter um aprendizado e uma produtividade melhor e com mais qualidade. Além disso, é inclusive nos momentos de descanso que as pessoas conseguem ter mais ideias para serem aplicadas em seus projetos e trabalhos.
Dê um clique no vídeo ou no áudio e saiba como se libertar aos poucos da produtividade tóxica, bem como, sobre as desvantagens da produtividade tóxica para empresários e seus colaboradores.

Assista o vídeo da entrevista
Edição: Dani Rodrigues e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias