Como seria se… Alguém roubasse sua independência emocional? Por Eduardo Afonso

8 de setembro de 2022

Eduardo Afonso, advogado, esteve no programa Fala Você Notícias nesta quarta-feira (7) para apresentar mais uma edição do seu quadro “Como seria se”. E o tema de hoje foi sobre independência emocional. Neste quadro, ele se apresenta como um ser humano que transformou as adversidades da vida em inspiração e, que hoje, deseja distribuir boas sementes para o mundo.

O que faz com que uma pessoa tenha a sensação de débito com o outro em um relacionamento?

Para Eduardo Afonso, a sensação de débito com o outro em uma relação é algo relacionado a micromanipulação e ao narcisismo, ou seja, trata-se de um comportamento manipulador sob o outro, afim de obter interesses próprios: “Normalmente, essas pessoas que usam a micromanipulação e um pouco do narcisismo, elas utilizam muito a empatia. Elas fazem coisas que agradam a pessoa. É algo bem superficial, porque é uma empatia meio que instrumental, já que a pessoa conecta com o outro e conquista, para obter coisas que interessam a ela”, explicou.

No entanto, Eduardo disse que, quando o narcisista sente que a relação não está mais lhe proporcionando algo vantajoso, ele acaba deixando a relação, agindo como se o outro fosse algo descartável. Desta forma, o comportamento do micromanipulador faz com que a pessoa que foi rejeitada tenha a sensação de que está em débito com ele, isto é, tem a ideia de que ela não está se dedicando o suficiente ao outro, mesmo que ela esteja dando o seu melhor para a manutenção do relacionamento. O indivíduo cria a ideia de que necessita agradar mais a outra pessoa o máximo possível, porém, tudo que ele faz nunca é o suficiente para manter a pessoa ao seu lado. Por consequência disso, a pessoa começa a gerar um sentimento de angústia e ansiedade, já que, a pessoa fica esperando por uma reciprocidade de sentimentos que nunca acontecem: “O organismo começa a produzir muito cortisol, que fica alto e, a dopamina, abaixa. A pessoa fica como se estivesse anestesiada e vive sensações que faz ela se sentir doente; começa a ter disfunções e complicações que, na verdade, são únicas e exclusivamente psicológicas. Porque a pessoa está ali sendo manipulada e controlada por alguém emocionalmente”, esclareceu.

Ele pontua que, normalmente, as pessoas se permitem estar condicionadas a este tipo de situação, por carência, ao criar afetos imaginários: “A pessoa vê amor onde só tem carinho; vê carinho onde só tem gentileza e, na verdade, a pessoa quer tanto aquela pessoa com ela; para ela, que acaba se submetendo; se tornando submisso a várias coisas, a várias situações”, frisou.

O que fazer quando um relacionamento chega ao fim?

Ao falar sobre o que fazer quando um relacionamento chega ao fim, Eduardo disse que é necessário seguir em frente, ainda que seja difícil. Além disso, ele pontuou que as pessoas devem enfrentar a dor, saber conviver com ela, mas, nunca pensar que ela deve permanecer para sempre, pois, explica que a dor de um relacionamento é como um hóspede, que está ali de passagem. Ele destaca também a importância de viver a dor, viver o momento de tristeza, pois, faz parte do processo de cura, ao explicar também que é importante estar curado de um relacionamento antes de construir outro, e não, tentar entrar em um novo relacionamento para esquecer aquele que não deu certo, estando ferido emocionalmente e, consequentemente, susceptível a ferir o novo parceiro ou parceira.

Medo de estar em um novo relacionamento e a importância da superação

Após se sentirem descartadas, muitas pessoas têm medo de se envolverem em um relacionamento. Em relação a isto, Eduardo discorre que este é um dos maiores erros, porque, para ele, as pessoas não podem carregar este sentimento com elas, porque seria como um castigo, ou seja, após ter sido ferida e magoada pelo outro, ela estaria carregando sentimentalmente todo o mal que a pessoa lhe causou e, consequentemente, transferindo para outras pessoas que não têm culpa daquela situação: “De repente você encontre alguém que realmente vale a pena e você não irá dar uma oportunidade, porque você está com medo. A pessoa irá seguir em frente e, tenha certeza, uma outra pessoa boa irá encontrá-la; e você provavelmente não terá mais a oportunidade de estar com ela”, salientou.

Amor próprio e amor da vida

Ao esclarecer sobre o amor próprio e o amor para com o outro, Eduardo comentou que o amor da nossa vida somos nós mesmos. Ele cita que o amor próprio é algo que realmente deve existir, porque, quando a pessoa é o amor da sua própria vida, ela consegue encontrar, de verdade, o amor para a vida dela, porque, se o indivíduo tem habilidades para conquistar pessoas, é porque ele dá a elas aquilo que ele gostaria de receber. Isso é que ele vê como uma construção do amor próprio e do amor para com o outro.

Contudo, Eduardo fala sobre a importância de ressignificar as experiências ruins vividas em relacionamentos não saudáveis. Pois, de acordo com o seu pensamento, é preciso agir para conseguir se libertar de uma experiência ruim. E uma delas é ter a coragem de se arriscar em um novo relacionamento; de se envolver em questões novas e não insistir em erros que já não têm mais concertos, mas sim, em se arriscar em situações novas, que possam ser que lhe proporcione algo melhor, mas, que é preciso arriscar para saber. Por fim, ao final da entrevista, ele expôs sua visão sobre o que é preciso para a vida valer a pena e afirmou que ela só vale a pena quando a pessoa é capaz de fazer coisas boas para o próximo, que as fazem sorrir, e, alegra-las, pois, para ele, essa atitude nobre faz com que a vida tenha mais importância e faça mais sentido.

Dê um clique no vídeo ou no áudio e confira os detalhes da entrevista completa desta edição do quadro “Como seria se”.

Perfil:

Eduardo Afonso é advogado formado pela UESC/BA-Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus. Tem especialização em Direito Empresarial pela UFBA/BA. Atua na Advocacia Administrativa em Registro de Marcas e Patentes, Usucapião Extrajudicial e Inventário Extrajudicial. Atualmente, está lançando um projeto de humanização “Como seria se”.

Ouça o áudio da entrevista

Assista o vídeo da entrevista

Edição: Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias

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