No bate-papo do Fala Você Notícias desta sexta-feira (21), recebemos Norma Lopes, Terapeuta INL MO.V. Ela discorreu sobre as marcas que as experiências vão deixando em nossa vida.
Norma Lopes descreve que marcas são todas as experiências que o ser humano tem ao longo da vida. Ela explica que todos nós estamos na Terra passando por uma experiência humana e o que se é feito dela dependerá das marcas que vamos recebendo ao longo da nossa existência. A primeira grande marca que carimba o ser humano está no momento do nascimento, pois, menciona que este é um momento traumático, independentemente do tipo de parto que a criança teve. Isso se dá também porque acreditava-se que, assim que a criança nasce, ela teria que ganhar um tapa para que os pulmões se abrissem. Este ato, faz com que a criança tenha o seu primeiro trauma ao nascer. Ainda, Norma esclarece que a criança tem o seu primeiro choro, independente dela receber, ou não, o tapa. Porém, algumas demoram um pouco mais para terem este momento do choro e outras vivem isto mais cedo. Entretanto, estas marcas ficam guardadas no inconsciente, ainda que a pessoa não lembre com facilidade.
Norma, convidou os ouvintes a interagirem com uma técnica terapêutica sobre as experiências que vão deixando marcas em nossas vidas. Para ilustrar a fase do nascimento e as marcas que surgem ao decorrer da existência do indivíduo, a terapeuta usou algumas folhas de papeis ofício sem estarem rabiscadas, ou, amassadas, cada uma com uma cor diferente das demais. As folhas representam os seres humanos, e as cores diferentes, a personalidade de cada um, ou seja, as diferenças de uma pessoa para a outra. Ela foi citando exemplos de marcas que surgem logo no início da vida. Em cada marca registrada, o ouvinte teria que ir amassando a folha, no intuito de representá-las.
A primeira marca registrada é o nascimento, que é marcado pelo primeiro ano de existência do ser humano. Neste período, é a fase de aprender a mamar, a ter a primeira sucção; descobrir quem são as pessoas ao seu redor; o primeiro aniversário… dentre outras experiências. Em seguida, ainda em relação às primeiras marcas, estão presentes as relacionadas aos primeiros momentos na escola. Neste período, registra-se os momentos da construção de relação das primeiras amizades; do medo em relação ao ambiente escolar, ainda desconhecido; como também, referente ao fato de estar sem a companhia da mãe, e, das primeiras frases e impressões deixadas pelo(a) professor(a).
Saindo da infância, ela narrou exemplos de experiências que são vividas na fase dos 7 aos 14 anos. Ela disse que esta é a fase do descobrimento da maldade humana, época em que o indivíduo começa a se decepcionar com as pessoas. Até mesmo com os pais, ou, com pessoas próximas. Fase também em que muitas crianças são marcadas por abusos sexuais, relatou Norma. Ela também relatou que, nesta fase da infância, tudo para a criança se torna muito grande. Isso explica o fato do ser humano, quando adulto, ao voltar em lugares que passou na infância, enxergar o local como se fosse menor do que no período em que ainda era pequeno já que, quando criança, aquele determinado lugar, para ele, era grande.
A próxima fase é da adolescência, que vai dos 15 aos 21 anos. Ela costuma deixar as marcas das paixões, e, as experiências com os amigos, bem como, projeções sobre o futuro, em relação a qual profissão escolher, por exemplo. Dos 21 aos 28, é uma fase traumática, por causa das cobranças da sociedade, ao questionar se a pessoa tem namorado(a); quando irá casar, fazendo-a pensar que já está ficando velha, e que, por isso, precisa arrumar logo uma companhia amorosa. É também a fase das cobranças para que se tenha logo um emprego, e também de julgamentos, caso não tenha ainda, fato que também que deixa muitas marcas. A próxima, diz respeito a fase dos 35 aos 42 anos, nela, surge as cobranças sociais para que se tenha logo filhos, mas também, as que estão ligadas a conquistas pessoais, como independência financeira, viagens realizadas, dentre outras vivências positivas.
A última fase descrita por Norma, é a que acontece dos 42 aos 49 anos. É a fase do autoconhecimento. Há a crença de que já se está ficando velho para fazer determinadas coisas, como estudar, dentre outras conquistas. Esta também é uma fase do autoconhecimento, momento que se levanta alguns questionamentos como: quem sou eu? O que estou fazendo aqui? O que eu fiz da minha vida até aqui? Por fim, ela descreve sobre a fase dos 50, que é o momento o qual a pessoa se questiona quanto tempo mais terá de vida útil, com saúde e bem-estar. Ao final da narração de todo este processo de marcas adquiridas ao longo da vida, Norma pediu para que os ouvintes abrissem a folha, que antes estava sem rasuras e, ao abrir, o papel se encontrava totalmente amassado, e com um barulho diferente do momento em que não havia nada escrito, com um som mais forte, representando o peso, das marcas recebidas em cada fase da vida. E o que fazer com essas marcas, ruins e boas? Ela responde que devem ser todas esvaziadas, as ruins e boas, para dar espaço a novas experiências, mas também, ressignificá-las, pois, foram todas importantes para o nosso crescimento pessoal e também global.
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Edição: Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias