Guanambi tem produção científica do primeiro Atlas do Município; professora Débora Marques e o professor Carlos Magno falam sobre a produção do livro

22 de novembro de 2022

No Fala Você Notícias desta terça-feira (22) recebemos a advogada, professora, pesquisadora e coordenadora do Observatório UniFG do Semiárido Nordestino, Débora Marques Pereira, em companhia de Carlos Magno, doutor pelo programa de pós-graduação stricto senso, educador no Centro Universitário UniFG, coordenador do Laboratório de Geoprocessamento e do Observatório da UniFG. Nesta entrevista, eles falaram sobre o processo de produção do Atlas do Município de Guanambi.

De acordo com Carlos Magno, o Atlas do Município de Guanambi surgiu no Centro Universitário UniFG por meio do Observatório do Semiárido Nordestino da instituição. Ele detalha que, dentro do Semiárido Nordestino, há estudantes de iniciação científica, bem como, do ensino médio, pertencentes à Rede Pública de Ensino, que também estão envolvidos com as pesquisas desenvolvidas por este centro de pesquisas. Ao realizarem visitas nas escolas, observaram que havia uma demanda relacionada a mapas de produtos cartográficos. Devido a esta necessidade, eles organizaram um projeto de pesquisa envolvendo todos estudantes e também professores e colaboradores do Centro Universitário UniFG, como também, de outras instituições. Organizaram o Atlas do Município de Guanambi, com a finalidade de contribuir com a parte técnico-científica do município e com a propagação de produtos cartográficos sobre ensino, pesquisa e extensão.

Conforme Carlos Magno, o primeiro Atlas do Município de Guanambi foi elaborado dentro Observatório de Geoprocessamento da UniFG. A orientação deste trabalho foi realizada por ele e pela Professora Débora Marques Pereira. E foi desenvolvido junto aos estudantes de iniciação científica e com os estudantes do ensino médio da escola pública. Carlos Magno revelou que a grande maioria dos mapas foram construídos pelos estudantes e que foram elaborados dentro do laboratório de geoprocessamento da UniFG. Para o desenvolvimento do atlas, os estudantes utilizaram o software ArcGIS, uma técnica de mapeamento licenciado pelo Centro Universitário UniFG. Antes da elaboração do Atlas, os estudantes de iniciação científica e da escola pública foram qualificados para estarem realizando este projeto.

A Professora Débora relatou que o Observatório UniFG deu início aos seus trabalhos em 2014 e, desde esta época, eles levaram uma proposta para Guanambi, que foi construída e desenhada pelo Centro Universitário UniFG com o objetivo de terem pesquisas além dos currículos, as quais, são voltadas também para subsidiar políticas públicas e que pudessem contribuir para a qualidade da vida no contexto do semiárido. Ela ainda disse que neste projeto foram envolvidos pesquisadores da região e de fora; instituições públicas e privadas. A partir desta formação, começaram a trabalhar com os estudantes.

Débora também destacou que, quando precisavam de dados, tinham que sempre ir em busca de dados secundários, pois, não haviam dados locais. Ela explica que esta falta de dados atrapalha, até mesmo, o monitoramento das políticas públicas. Observaram também que, na maioria das vezes, os livros de geografia não trazem mapas de Guanambi, apenas de outras localizações. A professora também destacou que o atlas do município de Guanambi contém dados espaciais, verídicos e com rigor científico, que demonstrarão como é Guanambi; como a cidade se organiza em seus aspectos econômicos, sociais, históricos, ambientais e educacionais.

Dê um clique no vídeo ou no áudio para ficar por dentro de todo o processo de produção do Primeiro Atlas do Município de Guanambi.

Assista o áudio da entrevista:

 

Assista o vídeo da entrevista:

Perfil dos entrevistados: Débora Marques Pereira: Professora. Pesquisadora. Advogada e Sócia Fundadora da Lopes & Marques Advocacia e Consultoria Jurídica. Mestre em Desenvolvimento Social (PPDS/Unimontes). Doutoranda em Direito (UBA/AR). Coordenadora do Observatório UniFG do Semiárido Nordestino. Líder do Núcleo de Pesquisa em Direito à Cidade no Semiárido. Vice-líder do Núcleo de Pesquisa Centro de Investigação Baiano sobre Direito, Educação e Políticas Públicas (CIDEP).

Carlos Magno: Doutor pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Senso em Geografia-Tratamento da Informação Espacial da PUC-MG. Graduado em Geografia e Mestre em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Montes Claros-UNIMONTES. Educador no Cento Universitário UniFG. É Coordenador do Laboratório de Geoprocessamento e do Observatório UniFG do Semiárido Nordestino (Cento Universitário UniFG).

 

Edição: Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícia

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