Servidores da prefeitura de Guanambi fizeram paralização cobrando reajuste do piso salarial e melhorias; ao final ficou decidido greve, caso o gestor não cumpra o que é de direito

15 de fevereiro de 2023

Os servidores municipais de Guanambi, nesta terça-feira (14), estiveram em manifestação na Praça do Feijão, em frente a prefeitura protestando por valorização da categoria e um serviço público com mais qualidade.

A concentração começou às 8h, e contou com cerca de 300 manifestantes. Por volta das 10h, os manifestantes iniciaram a passeata pelas ruas da cidade até a Praça Gercino Coelho (Praça do Bradesco), acompanhados por carros de som explicando os motivos da paralização.

A passeata evidenciou para a população o descaso com que a administração vem tratando os servidores municipais, e exigindo que o prefeito atenda os seus direitos.

As pautas reivindicadas pelos servidores, na sua maioria foram apresentadas a gestão há dois anos e se referem ao cumprimento do piso salarial nacional dos profissionais do magistério (14,95%), reajuste real para todos os servidores que em virtude do achatamento do salário, já acumulam perdas de mais de 30%, o não cumprimento do acordo realizado e assinado ainda no mês de novembro/2022, o não cumprimento na sua integralidade do plano de cargos, carreira e vencimentos das categorias, quando muitos servidores civis, a cada ano, dão entrada nos RDVs requerendo direitos e vantagens e não tem sequer resposta da administração, o que tem causado estagnação e prejuízos na carreira.

Os exonerados também manifestaram a sua indignação pela arbitrariedade cometida pela atual gestão em excluí-los do quadro de servidores efetivos sob o argumento de vacância, quando na realidade, ficou perceptível uma clara perseguição aos dirigentes sindicais exonerados (Presidente, vice-presidente, secretário geral, tesoureiro e suplentes) e a substituição de trabalhadores de carreira por contratados, a fim de aumentar a mão de obra e pagar baixos salários.

Quanto aos agentes de trânsito, encontram-se numa situação caótica, com a ausência de equipamentos adequados para o trabalho (EPIs), o não pagamento de horas extras realizadas ainda nos meses de outubro e novembro/2022, salários defasados, falta de ponto de apoio durante o exercício da profissão, equipe reduzida causando adoecimento na categoria (deveria ser 60 agentes e são apenas 11 no exercício do cago) e a necessidade imediata de um plano de cargos, carreira e remuneração para esta categoria, bem como a realização de concurso público para agentes de trânsito.

Assembléia decidiu greve

De acordo a decisão da assembleia realizada no dia 09 de fevereiro, em caso do não atendimento do prefeito até o final do ato do dia 14 de fevereiro, a categoria votaria nesta data o indicativo de greve, com início para o dia 10 de março/2023.

No final da manifestação, com votação unânime por parte das categorias presentes ficou reafirmado a greve.

O SISPUMUR no dia 10/02 encaminhou ao prefeito Nilo Coelho um requerimento solicitando o atendimento da pauta que se resume no cumprimento de leis já existentes e, se colocando à disposição, reconhecendo que a greve é o último recurso, mas caso necessário, unidos e mobilizados, os servidores paralisarão as suas atividades a partir do mês de março.

A Prefeitura de Guanambi ficou de emitir uma nota sobre as reivindicações da categoria, mas até o fechamento desta matéria não houve emissão de Nota para a imprensa.

Edição: Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias

Foto: Ascom Paulo Costa e Sispumur

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