No Março Mulher do Fala Você Notícias desta quarta-feira (29), recebemos Edite Caetano, atleta. Ela compartilhou sobre suas conquistas, esperança, fé em Deus e liberdade .
Dona Edite Cardoso se auto define uma mulher que se casou aos 15 anos de idade, em seguida teve nove filhos. Ela conta que o seu casamento não deu certo e, por consequência disto, teve que cuidar sozinha dos seus nove filhos: “Nunca abaixei a cabeça, porque tenho um Deus vivo e quem tem um Deus vivo balança mas não cai”, disse. Ela disse também que já tem 10 netos e uma bisneta aos 76 anos.
Ao falar sobre a sua bicicleta triciclo e sobre como surgiu a ideia de pedalar, Dona Edite conta que, certo dia, a sua filha Suzy a perguntou se ela tinha coragem de andar de bicicleta. Em resposta, ela disse que tinha coragem e vontade de andar de bicicleta. Foi então que a sua filha resolveu comprar uma bicicleta e dar para a Dona Edite. Desde então, ela começou a pedalar em sua bicicleta triciclo, e já tem doze anos que ela está praticando este esporte. Ela conta que, dentro de uma hora, faz o seu percurso na quadra na avenida Beneval Boa Sorte (Av. da caminhada).
Dona Edite conta que percebeu uma melhora em sua saúde após ter começado a pedalar. Ela disse que antes as suas pernas ficavam inchadas e a pressão arterial estava sempre alta. Após começar a pedalar, ela disse que esses problemas acabaram, e que as suas noites de sono também são tranquilas.
Além de pedalar, Dona Edite disse que faz de tudo um pouco, pois, cuida da casa e também borda, costura e até fia algodão.
Com 12 irmãos, Dona Edite conta que trabalhou duro na roça e sobre as dificuldades que encontravam para pegar água destinada às necessidades diárias: “Quando nós chegávamos da roça com o sol entrando, nós pegávamos párea de boi, pegávamos dois tambores de 200 litros, naquele tempo, a água era muito difícil. A minha irmã tinha medo de gia, pois, tinha uma gia grande, que tinha umas listras e minha irmã morria de medo. Eu descia na escada, enchia a lata, ela enchia o tambor. Na hora de ir embora, quando tinha lua, era uma maravilha, quando não tinha, nós sofríamos, porque era longe e tudo muito escuro”, detalha.
Edite revelou que, na infância, trabalhou mais do que brincou e que nunca ganhou uma boneca em sua vida: “Eu só focava em trabalho. Quando mãe ganhava neném, quando eu tinha sete anos de idade, mãe estava na cama e eu ia torrar o café. Eu emborcava uma gamela, colocava uma lata e ia torrar o café. As panelas eram grandes, porque pai mexia com trabalhador, e eu não aguentava puxar, eu só puxava assim pro lado e cuidava de mãe que tinha ganhado neném”, narra.
Para manter a juventude e a saúde, ela disse que sempre toma banhos de ervas cheirosas para se fortalecer, reza muito o terço e busca viver sempre feliz.
Ao ser questionada pela jornalista Neide Lu sobre qual seria o momento mais feliz da sua vida, ela disse que foi após ter separado do seu marido e vivido apenas com os seus filhos. Ela deixou um recado bem claro para as mulheres, “tenham coragem, não sofram na mão de homem não. Tenham coragem a vida é boa livre, passarinho nasceu pra viver livre, assim somos nós”, faz essa comparação Edite.
Ao deixar uma mensagem para as mulheres de todo Brasil, Dona Edite diz que elas nunca devem desanimar e sempre andar de cabeça erguida. Agradecer sempre e ter a fé sempre acesa em Deus, pois, para ela, ele é que é o dono de todas as coisas e, principalmente, da vida em abundância e feliz.

Assista o áudio da entrevista:
Assista o vídeo da entrevista:
Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias