No Fala Você Notícias desta quinta-feira (13), recebemos Carla Maria, secretária de Assistência Social, José Carlos, gestor do Bolsa Família e Geórgia Bezerra, assistente social. Eles falaram sobre o Cadastro Único, Bolsa Família e ações da Secretaria.
De acordo com José Carlos, o Cadastro Único é um instrumento do Governo Federal que serve para identificar as famílias de baixa renda do território brasileiro. Ele disse que, antes, poderiam ser inseridas no Cadastro Único famílias com até meio salário mínimo por pessoa e famílias com até três salários mínimos no total. Atualmente, a mudança que foi realizada é que as famílias que têm o direito de serem inseridas do Cadastro Único são apenas as famílias com renda per capita de até meio salário mínimo por pessoa.
Segundo José Carlos, a população tem dificuldade de entender o conceito família do Cadastro Único, pois, acreditam que cada pessoa de uma casa tem o direito a receber o Bolsa Família, e, não tem. Ele ainda disse que há pessoas que tem a renda per capita que ultrapassa a exigida e que, ainda assim, insistem para a realização do Cadastro Único para receber algum tipo de auxílio social.
Para receber o Bolsa Família é preciso ter a partir de 16 anos e é necessário que, em uma casa, a renda seja de, no máximo, R$ 218 reais por pessoa, caso contrário, o Governo não libera o benefício.
José Carlos cita que são vários os programas sociais destinados a pessoas de baixa renda do Cadastro Único, dentre eles: Bolsa Família, Carteira do Idoso, Garantia Safra, ID Jovem, inserção para concurso, desconto de energia, contribuição facultativo baixa renda do INSS, inserção de bolsa de faculdade, BPC, dentre outros.
José Carlos disse que, neste governo atual, além dos R$ 600 reais mínimo do Bolsa Família, está pagando também R$ 150 reais por cada filho até seis anos de idade. A partir de junho, as famílias que têm o direito ao Bolsa Família receberão R$ 150 reais de cada filho de sete até 18 anos. Além disso, cada gestante também receberá R$ 50 reais a mais.
Conforme José Carlos, em 2021 e 2022 foram feitos, em Guanambi e região, mais de 6 mil cadastros com famílias unipessoais (pessoas que se declaram morar sozinhas). Ele disse que, quando foram realizar a checagem, muitos endereços eram fantasmas e, apenas 20% das informações de endereços eram verídicas. Algumas famílias mentiam informações e davam o mesmo endereço, outros, davam o endereço de casas abandonadas ou em processo de construção.
Somente em nosso município, o bolsa família está destinando quase nove milhões e meio, conforme descreveu José Carlos. Somente dos programas sociais que fazem parte do Cadastro Único, são mais de 15 milhões de reais investidos em Guanambi. Ele mencionou que, quando as famílias deixam de atualizar o cadastro, alguns benefícios são bloqueados.
A Assistência Social está realizando uma ação itinerante nos bairros da cidade com o instituto MIX, para que a população possa atualizar os cadastros do Bolsa Família. Irão também realizar a ação nas zonas rurais e serão feitas até o mês de novembro.
Algumas ações que vem sendo realizadas pela Secretaria de Assistência Social
Georgia Bezerra disse que estão sendo feitas terapias em grupo para os servidores da Assistência Social, para que possam manter e melhorar a saúde mental. Como também, um investimento na troca de materiais de informática; aquisição de material; campanha do “Faça Bonito” contra o abuso de crianças e adolescentes; realização de ampla campanha da mulher realizada em março; ações contra o trabalho infantil; ação contra a violência contra a pessoa idosa; Conferência de Assistência Social.
Dê um clique no vídeo ou no áudio e fique por dentro de todas as ações que estão sendo feitas pela Secretaria de Assistência Social.

Assista o áudio da entrevista:
Assista o vídeo da entrevista:
Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias