A neuropsicologia é uma especialidade da psicologia que estuda e compreende como o cérebro influência em nossas funções cognitivas. E para detalhar e aprofundar mais sobre este assunto recebemos no Fala Você Notícias desta terça-feira (25), Jaldo Cambuy Junior e Gláucia Donato, neuropsicólogos.
A especialista Gláucia Donato explica que existem várias cognições para o funcionamento das nossas capacidades, porém, essas cognições não funcionam sozinhas. Pois, precisam das funções executivas, que interligam todos os setores para funcionar: “A neuropsicologia vai entender como é que está a sua atenção; como é que está sua memória; como é que está sua linguagem, e ver o funcionamento delas e ver se está tendo as ligações das funções executivas e se está funcionando de uma forma normal”, disse. Já a psicologia, ela explica que é o que está por trás de tudo, é a ciência que irá analisar o emocional, ou seja, todo o funcionamento das cognições.
A atenção, a percepção, a memória são consideradas cognições, como explica Jaldo Cambuy Junior. Já as funções executivas trata-se de todas as funções do nosso cérebro. As funções servem para execução de tarefas.
O neuropsicólogo atua em inúmeros casos, dentre eles, Gláucia Donato destaca a demência; dificuldades específicas de aprendizagem (dificuldades relacionadas à linguagem e à escrita); casos relacionados à atenção; TDH; autismo e dislexia. Eles explicam que nem sempre precisa de um diagnóstico para receber a ajuda de um neuropsicólogo, porque há pessoas com dificuldades de exercer alguma função que precisa apenas de uma reabilitação orientada pelo neuropsicólogo para poderem ter uma qualidade de vida melhor e realizar suas funções com mais êxito. A habilitação é realizada geralmente por meio da execução de atividades lúdicas, afim de impulsionar alguns estímulos nas funções cognitivas do cérebro, que podem estar decaindo dependendo da situação.
Ao falar sobre quando encaminhar um paciente para o neuropsicólogo, Jaldo Cambuy alerta que, a partir do momento em que uma pessoa idosa, por exemplo, está com comportamentos que não condizem com a sua personalidade real, a exemplo da realização de brincadeiras as quais ele nunca realizou, é preciso buscar a ajuda de um profissional da neuropsicologia. Jaldo explica que estes comportamentos são na verdade a perda inibitória de certos comportamentos, ou seja, a perda de uma função que nos faz conter em agir de forma inapropriada.
Gláucia Donato esclarece que os déficits cognitivos não ocorrem apenas em idade avançada, pois, há crianças que já nascem com eles.
Em relação ao nível de estabilização das pessoas que têm demência, TDH ou sofrimento psíquico, Jaldo Cambuy elucida que isso irá depender do tratamento o qual a pessoa foi submetida. Ele disse que a demência continua sempre em estado de progressão, mas que, com o tratamento, é possível fazer com que a pessoa tenha uma maior qualidade de vida, enquanto a doença está progredindo. Ele detalha que, se a pessoa perde a chave do carro sempre, o ideal é ensiná-la a colocar a chave todos os dias no mesmo lugar. Se a pessoa esquece o caminho de casa, o certo é ensiná-la apenas uma rota para que ela consiga lembrar. E, desta forma, a pessoa pode ir vivendo melhor enquanto a doença vai progredindo.
Dê um clique no vídeo ou no áudio e saiba como é realizado o teste neuropsicológico do TDH.

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Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias