No Fala Você Notícias desta sexta-feira (30) recebemos Elisa Barros, psiquiatra, que tratou sobre a psiquiatria e a saúde mental.
De acordo com Dra. Elisa, o transtorno mental tem uma etiologia multifatorial, pois, há fatores genéticos, biológicos, fatores ambientais e psicossociais. Ela disse que uma criação rigorosa ou principalmente superprotetora pode contribuir para o desenvolvimento de doenças psicológicas.
Dra. Elisa disse que tanto o psicólogo quanto o psiquiatra irão trabalhar com o adoecimento mental, e também com a prevenção de doenças psicológicas. Na sua explicação não existe uma regra para procurar um ou outro. O psicólogo trata do paciente com a psicoterapia e o psiquiatra trata com a psicoterapia e a medicação. Se o paciente estiver em um grau de adoecimento o qual é necessário muito a medicação, apenas o psiquiatra pode medicar.
Para a Dra. Elisa, o ideal é a junção da psicoterapia com a medicação. Ela esclarece que, para além da medicação, é necessário conhecer a história do paciente, e, sobre os seus sofrimentos para tentar ajudar da melhor forma possível e passar a medicação ideal.
Em relação às doenças psicossomáticas, Dra. Elisa disse que as mais comuns são o transtorno depressivo e os transtornos ansiosos. As mais comuns em consultório são os transtornos de ansiedade generalizada e transtorno de pânico. Há também quadros psicóticos, depressões graves com sintomas psicóticos, esquizofrenia, transtorno bipolar, transtorno de estresse pós traumático, transtorno de personalidade, dentre outros.
Barros alerta que se a pessoa se perceber diferente, por exemplo, muito triste; desanimada; com baixa estima; sem dormir direito, ou, sem comer direito, é importante buscar ajuda. Ela relata que, na maioria das vezes, as pessoas negligenciam as doenças psicossomáticas e validam mais as doenças físicas.
Ao falar sobre a ansiedade, ela explica que se trata de algo comum do ser humano. E exemplifica que, na antiguidade, o homem da caverna tinha a ansiedade de se precaver de algo que poderia acontecer quando estava chovendo, pois, ao entrar na caverna para se livrar dos raios, havia um sintoma de ansiedade comum. Porém, a ansiedade pode sair do patamar considerado fisiológico e se tornar uma ansiedade excessiva, que gera vários sintomas e também vários prejuízos.
Ela descreve que a pessoa ansiosa começa a se preocupar com coisas das quais ainda não está vivendo como, por exemplo, com a faculdade do filho que ainda é criança, ou, até mesmo com um possível acidente com um filho que saiu de casa. A criação de preocupações é uma característica da ansiedade. Ela relatou também que há um tipo de ansiedade que costuma se manifestar com crises de pânico, e é muito comum ser acompanhada de sintomas físicos como dor no peito, palpitação, sensação de desmaio e falta de ar.
Contudo, ela conclui que muitas pessoas têm medo de procurar um psiquiatra, por terem preconceitos em relação à medicação. Muitos pensam que a medicação irá deixar a pessoa dopada e com vários efeitos colaterais. Mas, ao contrário disso, ela falou que, atualmente, as medicações não deixam a pessoa dopada e nem com dependência e que, se ocorrer de uma medicação estar causando muitos efeitos colaterais no paciente, a medicação é trocada. Ela deixa claro que o foco é promover ao paciente bem-estar e não mal estar.
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Edição: Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias