Quem são os nativos digitais e a geração Z?; confira com Dr. Arthur Prado e Dra. Gabriela Prado

6 de setembro de 2023

No Fala Você Notícias desta quarta-feira (06), recebemos Dr. Arthur Prado, neuropsicólogo, e Gabriela Prado Netto, fonoaudióloga, especialista em linguagem. Eles falaram sobre a psicologia na era digital: nativos digitais e geração Z.

De acordo com Dr. Arthur Prado, o conceito de nativos digitais começou a ser usado pelo educador americano Marc Prensky, em 2001. Os nativos digitais são todos aqueles da geração Z que nasceram depois da era digital. Há também os imigrantes digitais, que são a geração que nasceu antes da revolução digital, e que tiveram que acompanhar esta era.

Dr. Arthur lembra que temos na história da humanidade três grandes épocas, que são: o aparecimento da comunicação oral na pré-história; o surgimento da escrita, da imprensa gráfica e o correio postal; e o ambiente psicossocial virtual eletrônico. Este último, tem a fase analógica, que é o telégrafo, a TV e o telefone. A última, que é a digital, com a internet e o computador, que surgiram no final dos anos 90 e no início dos anos 2000.

Ele explica que a geração Z nasceu depois de 1996 e é chamada de geração de nativos digitais. De acordo com pesquisas, esta geração já nasceu com uma mudança no lobo pré-frontal, ou seja, tem esta região mais desenvolvida para a tecnologia.

Conforme Dr. Arthur Prado, estudos indicam que as doenças mentais relacionadas com o excesso de tecnologia estão surgindo, bem como, problemas de aprendizagem. Contudo, estão aparecendo doenças somáticas como obesidade; emocionais como a agressividade e ansiedade; e cognitivas, como a dificuldade de concentração.

Em relação às crianças, com a falta de interação social, por consequência do uso abusivo da tecnologia, surgem algumas consequências, como, por exemplo, o atraso de linguagem, isto porque, quanto mais tempo a criança fica exposta às telas, maior será o atraso de linguagem.

Dra. Gabriela Prado explica que, antigamente, as crianças desenvolviam suas habilidades de criação para realizar brincadeiras. Atualmente, com o acesso às telas, elas deixaram de ser estimuladas para isto.

Como esclarece a Dra. Gabriela Prado, quando os pais colocam as crianças para assistirem desenhos em ambientes sociais, a criança não tem acesso à função da linguagem, que é o pedir, pois, um olhar já faz a função da comunicação por parte da criança. Com isto, a criança não faz nenhum esforço para oralizar. Além disto, a criança perde a oportunidade de interagir com outras pessoas, como também, tem dificuldade em concentração; perde a oportunidade de imitação e de trocas que são importantes no processo de desenvolvimento da comunicação.

Dê um clique no vídeo, ou, no áudio e confira o que foi falado sobre como tirar as telas das crianças e sobre a desintoxicação digital.

Assista o áudio da entrevista:

 

Assista o bate-papo no Youtube:

Edição: Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias

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