Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio por Dra. Marina Silveira e Arthur Gonçalves

14 de setembro de 2023

No Fala Você Notícias desta quinta-feira (14), recebemos Dra. Marina Silveira, Médica Residente em Medicina de Família e Comunidade e orientadora da Liga Acadêmica de Medicina da Família e Comunidade da FIP Guanambi (Lamfac), e Arthur Gonçalves, Diretor de Pesquisa da Lamfac. Eles falaram sobre o Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio.

De acordo com a Dra. Marina Silveira, desde 2013, existem campanhas nacionais direcionadas para prevenção ao suicídio. Todo ano existe um tema específico e o tema da campanha deste ano é “Se precisar, peça ajuda”. Ela disse que, no mundo, tem diminuído os casos de suicídio, porém, nos países da América tem tido um aumento dos casos. Desta forma, ela relata que o Brasil tem ido contra o número de diminuição dos casos de suicídio. Este quadro reflete um grande problema de saúde pública que diz respeito principalmente a um tabu em relação à morte.

Dra. Marina Silva orienta que pessoas que já tem problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, ou que não tenham um diagnóstico, mas que não estejam se sentindo bem mentalmente, precisam procurar um serviço de saúde, seja o PSF, UPA ou CAPS. Ela falou que é importante falar para que as pessoas tenham facilidade para falarem o que estão sentindo e não se sentirem julgadas por isso.

Existem casos de suicídio que não são notificados aos governantes, mas estima-se que em média no mundo um milhão de pessoas morram por suicídio. No Brasil, existe uma notificação de aproximadamente quatorze mil casos de suicídio por ano. Isso reflete a média de 38 pessoas por dia que cometem suicídio no Brasil. Ainda, aproximadamente uma pessoa a cada segundo comete suicídio no Brasil.

De acordo com Arthur Gonçalves, o Setembro Amarelo existe para o tema “Suicídio” deixar de ser um tabu. Ele relata que é importante falar, pois, se a gente não discutir sobre o suicídio, as pessoas que sofrem com isso não irão saber nem como e nem onde pedir ajuda. A campanha também serve para detectar os sinais de alerta, os fatores de riscos e também como prevenir e orientar as pessoas.

Arthur Gonçalves detalha que, dentre os fatores de riscos, há pessoas que já sofrem com transtornos depressivos ou de ansiedade; pessoas que sofreram algum trauma muito forte, como a perda de um ente querido. Deve-se também ficar atento às pessoas que antes eram bem ativas e que passam a ficar mais em casa isoladas. Além disto, começa a relatar que não tem muito interesse pela vida, e de realizar as atividades básicas da vida.

Conforme Arthur Gonçalves, a pessoa que tem ideação suicida não chega falando que tem. Contudo, é importante não julgar, separar um lugar tranquilo para chamar a pessoa e perguntar o que está acontecendo na vida dela, como pode ajudá-la, dizer que está ali para orientar e apoiar ela. Sobretudo, é importante orientar a pessoa a procurar uma ajuda psicológica.

Dê um clique no vídeo, ou, no áudio e confira o que foi falado sobre: conceito de saúde estabelecido pela OMS; medicina e estratégias de prevenção ao suicídio.

Dê um clique no áudio e assista o bate-papo:

 

Assista no Youtube o vídeo do bate-papo:

Edição: Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias

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