O Movimento do Luto à Luta, continua realizando todo mês o Encontro de Orações para sensibilização da comunidade sobre à violência existente, ainda, contra as mulheres na região. Neste domingo, 12, às 19h30, fieis da Igreja o Brasil Para Cristo, acolheram familiares das vítimas do crime, representantes dos órgãos mobilizadores e convidados da sociedade para o 7º Encontro de Orações, na Av. Dr, Av. Beneval Boa Sorte, 750, bairro Aeroporto Velho.

A celebração foi conduzida pelo fiel, e radialista, Wellingthon David, musicada pelos jovens do Grupo de Louvores. O Presbítero Natanael, orou rogando aos presentes para que estejam atentos ao amor de Deus, e fez o acolhimento à família de Alcione. O Pastor Nivaldo Prado dos Santos, ministrou a palavra do evangelho de acordo Mateus, cap.26:36-47, que trata do momento em que Jesus reuniu com seus discípulos no monte Getsêmani para buscar forças nas orações e anunciar o seu calvário. O Pastor reforça na sua explanação sobre as dificuldades encontradas na vida, mas e mesmo com a dor e angustia é preciso continuar, e elogia a família por continua firme na luta pela vida de outras mulheres para que não sejam assassinadas. “Assim como Deus deu a Jesus a força para seu filho vencer a morte, ele dará forças a essa família”, conforta-os.


Quésia Malheiros, irmã de Alcione e tia de Ana Júlia, agradeceu o acolhimento de todos da Igreja, ao pastor, aqueles que estão com a família na caminhada, reforçou o propósito do movimento que é instalar à Delegacia da Mulher em Guanambi, e pediu orações diariamente para que haja os esclarecimentos do crime.

Andamento do processo
O processo do crime contra Alcione Malheiros e Ana Júlia, retornou da Vara Crime de Guanambi para à Delegacia Territorial de Guanambi para conclusão das investigações.
Na Delegacia, o Departamento de Polícia Técnica aguarda o resultado da quebra de sigilo do aparelho celular do autor do crime que foi para Salvador, assim informou o coordenador da 22ª Coorpin Guanambi, Dr. Clécio Magalhães.
Qual a finalidade do Movimento do Luto à Luta?
O Movimento “Do Luto à Luta” tem buscado, por meio de reuniões lideradas por representantes da rede de combate a violência contra à mulher, em parceria com o setor educacional, a efetivação da disciplina Educação e gênero na rede educacional de Guanambi, pública e privada, ensino básico e universidades, que vise a desconstrução da cultura do machismo estrutural. Bem como, a implantação do CRAM (Centro de Referência ao Atendimento à Mulher), instalação de um serviço de apoio às mulheres e famílias vítimas de violência; a construção do mapa da violência contra as mulheres em Guanambi e região pelo Observatório UniFG do Semiárido Nordestino – OFGSN; e a implantação da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) pelo governo do estado da Bahia.
Constituição do Movimento
O Movimento Do Luto à Luta é constituído por familiares de Alcione e Ana Júlia, Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Guanambi, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher, Ronda Maria da Penha, Polícia Militar, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi, Observatório UniFG do Semiárido Nordestino – OFGSN, igrejas e sociedade civil.
Órgãos que compõem a rede de proteção às mulheres vítimas de violência em Guanambi
Procuradoria da Câmara de Vereadores de Guanambi, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher –CMDDM, Ronda Maria da Penha, Polícia Militar, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi, Ministério Público, Delegacia de Polícia de Guanambi, Defensoria Pública da Bahia, 17º Batalhão de Polícia Militar da Bahia, Centro Integrado de Comunicação – CICOM 190, Ronda Maria da Penha PM, Conselho Tutelar, Secretaria de Assistência Social, CREAS, Secretaria de Educação, Secretaria de Saúde, Instituto Médico Legal, Justiça Vara Crime, Hospital Geral de Guanambi, UPA 24 horas, Uneb, UniFG, Unopar, escolas particulares e igrejas.
Dados reais sobre a violência na Bahia
De acordo o levantamento da Rede de Observatórios da Segurança, responsável pela pesquisa, os dados são estarrecedores sobre à violência contra à mulher na Bahia em 2021, registrando um caso de violência contra a mulher a cada dois dias. O estado ocupou o quarto lugar no índice nacional de vítimas, ocorrendo 66 feminicídios, 50 agressões e tentativas de feminicídios e 29 estupros. Outros quatro tipos de violência contra a mulher ainda foram denunciados: 55 homicídios, 13 tentativas de homicídios, 7 torturas, cárceres privados e sequestro, 6 agressões verbais e ameaças. Somando os casos de balas perdidas e os considerados como outros, 232 eventos de violência foram contabilizados.
Ocorrências de violência contra à mulher podem ser feitas através do site:
https://delegaciavirtual.sinesp.gov.br/portal/comunicacaofato/ba/orientacoes
Email: [email protected]
Telefone para Contato: (71) 3115-1901
Denúncias anônimas de abuso e violência contra à mulher, entre em contato:
Zap Respeita as Minas: Orientações, informações, denúncia sobre violência doméstica e muito mais. É só acionar (71) 3117-2815 e entrar em contato.
Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
CICOM (Centro Integrado de Comunicação ) Polícia Militar – 190
Zap da Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Guanambi – 77 9.9998-1564
Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi – (77) 3451-1994.
Edição: Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias