O Movimento do Luto à Luta, nesta segunda (12), realizou o 9º Encontro de Orações, na Igreja Nossa Senhora Imaculada Conceição, às 19h, no bairro Alto Caiçara, com o Grupo de Oração Filhos da Imaculada. A família de Alcione Malheiros e Ana Júlia Fernandes, parentes e amigos marcaram presença.
As orações tiveram início com o Terço de Nossa Senhora Imaculada, em seguida o grupo de louvores cantaram e logo após a pregação do evangelho por Beto, membro da renovação carismática, que fez a explanação voltada para a passagem bíblica de Pedro Cap. 2:1-3, sobre a fé, o pecado e a restauração, dentro de um contexto do amor de Deus para com todos nós com ênfase na obediência à verdade.
Em seguida a proclamação do evangelho, as representantes do Movimento do Luto à Luta, Neide Lu e Quésia Malheiros explanaram sobre o trabalho do movimento do Luto à Luta buscando esclarecimentos do assassinato de mãe e filha ocorridos em 12 de dezembro de 2021, caso se encontra tramitando na justiça de Guanambi. Ainda foi pontuado sobre a rede de proteção à mulher de Guanambi e a luta para a instalação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). O movimento continua engajado para na promoção de uma cultura de paz.

Neide Lu.
Detalhes sobre o Movimento:
Qual a finalidade do Movimento do Luto à Luta?
O Movimento “Do Luto à Luta” tem buscado, por meio de reuniões lideradas por representantes da rede de combate a violência contra à mulher, em parceria com o setor educacional, a efetivação da disciplina Educação e gênero na rede educacional de Guanambi, pública e privada, ensino básico e universidades, que vise a desconstrução da cultura do machismo estrutural. Bem como, a implantação do CRAM (Centro de Referência ao Atendimento à Mulher), instalação de um serviço de apoio às mulheres e famílias vítimas de violência; a construção do mapa da violência contra as mulheres em Guanambi e região pelo Observatório UniFG do Semiárido Nordestino – OFGSN; a implantação do NEAM e a implantação da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) pelo governo do estado da Bahia.
Como surgiu o Movimento?
O Movimento Do Luto à Luta é constituído por familiares de Alcione e Ana Júlia, Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Guanambi, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher, Ronda Maria da Penha, Polícia Militar, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi, Observatório UniFG do Semiárido Nordestino – OFGSN, igrejas e sociedade civil.
Órgãos que compõem a rede de proteção às mulheres vítimas de violência em Guanambi
Procuradoria da Câmara de Vereadores de Guanambi, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher –CMDDM, Ronda Maria da Penha, Polícia Militar, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi, Ministério Público, Delegacia de Polícia de Guanambi, Defensoria Pública da Bahia, 17º Batalhão de Polícia Militar da Bahia, Centro Integrado de Comunicação – CICOM 190, Ronda Maria da Penha PM, Conselho Tutelar, Secretaria de Assistência Social, CREAS, Secretaria de Educação, Secretaria de Saúde, Instituto Médico Legal, Justiça Vara Crime, Hospital Geral de Guanambi, UPA 24 horas, Uneb, UniFG, Unopar, escolas particulares e igrejas.
Dados reais sobre a violência na Bahia
De acordo o levantamento da Rede de Observatórios da Segurança, responsável pela pesquisa, os dados são estarrecedores sobre à violência contra à mulher na Bahia em 2021, registrando um caso de violência contra a mulher a cada dois dias. O estado ocupou o quarto lugar no índice nacional de vítimas, ocorrendo 66 feminicídios, 50 agressões e tentativas de feminicídios e 29 estupros. Outros quatro tipos de violência contra a mulher ainda foram denunciados: 55 homicídios, 13 tentativas de homicídios, 7 torturas, cárceres privados e sequestro, 6 agressões verbais e ameaças. Somando os casos de balas perdidas e os considerados como outros, 232 eventos de violência foram contabilizados.
Assista o vídeo do 9º Encontro de Orações do Movimento do Luto à Luta.
https://delegaciavirtual.sinesp.gov.br/portal/comunicacaofato/ba/orientacoes
Email: [email protected]
Telefone para Contato: (71) 3115-1901
Denúncias anônimas de abuso e violência contra à mulher, entre em contato:
Zap Respeita as Minas: Orientações, informações, denúncia sobre violência doméstica e muito mais. É só acionar (71) 3117-2815 e entrar em contato.
Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
CICOM (Centro Integrado de Comunicação ) Polícia Militar – 190
Zap da Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Guanambi – 77 9.9998-1564
Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi – (77) 3451-1994.
Edição: Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias