Foto: rede social/Whatsapp
A população de Caetité indignada com o assassinato brutal do funcionário público, Juliano Oliveira, neste sábado (10), foi às ruas da cidade para pedir paz e justiça, cobrando da delegacia uma investigação mais apurada sobre a sua morte, ocorrido no dia 4 de dezembro, domingo.
Os manifestantes trajaram roupas brancas e levaram faixas e cartazes com palavras de ordem, reivindicando resultados nas investigações e pedindo paz para a cidade. A caminhada aconteceu após participantes sairem da missa de sétimo dia de Juliano.
Texto lido durante a mobilização
“Estamos aqui reunidos neste ato público para informar a sociedade caetiteense a respeito do assassinato cruel do seu filho Juliano Oliveira, no último domingo e clamar pela atenção e apoio de todos na busca por justiça.
Juliano era uma pessoa maravilhosa, alegre, cheia de sonhos, amigos, bom filho, trabalhador, bom irmão e teve sua vida ceifada de forma cruel e covarde.
Passados 7 dias da sua partida, não sabemos de nada a respeito dos autores desta barbárie.
Então temos várias perguntas. As primeiras são:
– Nenhuma câmera da cidade viu Juliano?
– E a perícia, que foi feita muitas horas depois por falta de perito, apontou o que? DNA?
– E o inquérito, que demorou três dias para ser instaurado, mas solicitou as quebras de sigilo telefônico e bancário que não apontaram nada?
– E as digitais na moto?
Todos nós estamos estarrecidos em cada canto da cidade remoendo essas perguntas sobre o crime.
Mas tem outras perguntas de abrangência maior que são:
– Então estamos à mercê, porque a cidade não tem monitoramento?
– Então estamos à mercê, porque não temos estrutura para apurar crimes?
E o que é pior:
– Então Caetité é uma cidade onde acontece impunemente esse tipo de crime?
São essas e tantas outras perguntas que nos fazemos e exigimos resposta das autoridades desta cidade. Todas elas! Todos devemos isso a Juliano!
Enquanto os responsáveis estiverem à solta, a sensação de insegurança, de revolta e de angústia não deixará os corações dessa cidade. Porque a dor só o tempo dirá se ela vai passar.
Seguimos contando com o apoio de todos para não deixar esse crime virar estatística.
E por fim, pedimos paz! Muito amor e paz!”