População de Caetité vai às ruas pedir justiça por Juliano e paz pela cidade

11 de dezembro de 2022

Foto: rede social/Whatsapp

A população de Caetité indignada com o assassinato brutal do funcionário público, Juliano Oliveira, neste sábado (10), foi às ruas da cidade para pedir paz e justiça, cobrando da delegacia uma investigação mais apurada sobre a sua morte, ocorrido no dia 4 de dezembro, domingo.

Os manifestantes trajaram roupas brancas e levaram faixas e cartazes com palavras de ordem, reivindicando resultados nas investigações e pedindo paz para a cidade. A caminhada aconteceu após participantes sairem da missa de sétimo dia de Juliano.

Texto lido durante a mobilização

“Estamos aqui reunidos neste ato público para informar a sociedade caetiteense a respeito do assassinato cruel do seu filho Juliano Oliveira, no último domingo e clamar pela atenção e apoio de todos na busca por justiça. 

Juliano era uma pessoa maravilhosa, alegre, cheia de sonhos, amigos, bom filho, trabalhador, bom irmão e teve sua vida ceifada de forma cruel e covarde.  

Passados 7 dias da sua partida, não sabemos de nada a respeito dos autores desta barbárie. 

Então temos várias perguntas. As primeiras são: 

– Nenhuma câmera da cidade viu Juliano? 

– E a perícia, que foi feita muitas horas depois por falta de perito, apontou o que? DNA?  

– E o inquérito, que demorou três dias para ser instaurado, mas solicitou as quebras de sigilo telefônico e bancário que não apontaram nada? 

– E as digitais na moto? 

Todos nós estamos estarrecidos em cada canto da cidade remoendo essas perguntas sobre o crime. 

Mas tem outras perguntas de abrangência maior que são: 

– Então estamos à mercê, porque a cidade não tem monitoramento? 

– Então estamos à mercê, porque não temos estrutura para apurar crimes? 

E o que é pior: 

– Então Caetité é uma cidade onde acontece impunemente esse tipo de crime? 

São essas e tantas outras perguntas que nos fazemos e exigimos resposta das autoridades desta cidade. Todas elas! Todos devemos isso a Juliano! 

Enquanto os responsáveis estiverem à solta, a sensação de insegurança, de revolta e de angústia não deixará os corações dessa cidade. Porque a dor só o tempo dirá se ela vai passar. 

Seguimos contando com o apoio de todos para não deixar esse crime virar estatística. 

E por fim, pedimos paz! Muito amor e paz!” 

O inquérito segue na Delegacia Territorial de Caetité. Até o momento dois jovens chegaram a ser detidos, mas foram liberados após prestarem depoimento à Polícia Civil.
Juliano Oliveira era servidor das Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), possuía uma conduta cordial e amigável, o que intriga à família e amigos por ter sido assassinado com requintes de crueldade.
Edição: Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias
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