Avenida Almir Francisco de Moraes, uma das principais
Um passeio pelo bairro Sandoval Moraes de Guanambi comprova a dificuldade dos moradores em cuidar do meio ambiente de forma sustentável. O bairro tem 15 anos, e a prefeitura continua prorrogando uma solução.
Quando se fala em meio ambiente boa parte das pessoas acham que é tudo que é verde, mas meio ambiente vai muito mais além.
As Organização das Nações Unidas (ONU) consideram meio ambiente como um conjunto de elementos físicos, químicos, biológicos e sociais que podem causar efeitos diretos ou indiretos sobre os seres vivos e as atividades humanas. O Bairro Sandoval Moraes de Guanambi-Ba, tem experimentado os mais diversos efeitos.
Para verificar como está a consciência ambiental das pessoas, foi feito um passeio pelo bairro Sandoval Moraes para observar como os moradores se comportam diante da preocupação com o meio ambiente. Foi observada a rotina diária em relação ao lixo doméstico, restos de construção civil e limpeza dos lotes existentes.

As questões ambientais envolvem a sustentabilidade tão comentada no dia a dia por se tratar da responsabilidade em consumir, bem como, o planejamento da educação, economia e cultura para organização de uma sociedade forte, saudável e justa.
Esta sustentabilidade econômica, social e ambiental é um dos grandes desafios da humanidade, quando analisamos o cotidiano das pessoas. Mesmo que o Código da Lei Orgânica do município de Guanambi, no capitulo V, onde trata sobre o Meio Ambiente Art. 126 § 1º, V, que assegura promover a educação ambiental na sua rede de ensino e a conscientização da comunidade para a preservação e recuperação do meio ambiente, na prática pouco surte efeito.
O bairro Sandoval Moraes, foi registrado no dia 18 de novembro de 2004. Está localizado no centro da cidade, considerado um bairro de classe média/alta, porém a maior parte das ruas estão sem calçamento, saneamento básico e iluminação adequada. O bairro tem 15 anos, e a prefeitura continua prorrogando uma solução.

Avenida Almir Francisco de Moraes
Edson Junior, administrador e radialista, diz “acho que no nosso bairro, o maior problema são as ruas não pavimentadas que basta uma chuva para ficar quase intransitável, e os lotes abandonados que são um chama pra os mal educados jogarem lixo”.

Lixos domésticos são encontrados espalhados pelas ruas e ao redor das lixeiras, além de recicláveis serem encontrados às margens do riacho Belém. Muitos moradores não se atentam para os dias de coleta que são às terças, quintas e sábados, deixando os lixos domésticos em sacos que são rasgados por animais de rua.

Lixos domésticos nas ruas

Lixos jogados próximos ao canal do Riacho Belém
A falta de saneamento básico em várias ruas leva ao surgimento de esgotos a céu aberto e no período chuvoso mina água no início da avenida Almir Francisco de Moraes, próximo a pista, que fica por dias.

Rua Maura Gomes de Barros, cruzamento com a Av. Almir Francisco de Moraes
(veja o vídeo)
Nas redes sociais no período chuvoso moradores se desesperam com a situação, a exemplo da moradora Deborah de Paula, que busca um grupo dos vizinhos na rede whataspp para pedir socorro. Diz “ Gente… o bairro acabou! Está intransitável!”, e continua, “se está seco sofremos com a poeira, se chove sofremos com a lama”. Veja abaixo a publicação:

Deborah, mora na rua 14, há nove meses no bairro, e apela para os demais moradores no bate-papo dizendo: “precisamos agir! Não dá pra ficar no meio da lama desse jeito”. Outra moradora, reitera dizendo que “é uma vergonha, esses dias achamos uma cobra grande, somos adultos e se fossem crianças?”. Veja abaixo os comentários:

As posses com matagais, neglicenciadas pelos proprietários, proliferam amimais peçonhentos e insetos, e descumprem o código de obras e de saúde pública do município.
Restos de construções são jogados nas posses de moradores vizinhos indo em desencontro a consciência do desenvolvimento sustentável.


Lixos dos restos de construções
As queimadas no verão de forma criminosa substituem muitas vezes a capina das posses, como alternativa de limpeza realizada pelos proprietários, comprometendo o meio ambiente e a saúde pública dos moradores.

Queimadas próximo ao canal do Riacho Belém
O desconhecimento da população da política nacional do meio ambiente, inserido na Lei nº 6.938, de 31 de Agosto de 1981, que define “o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”, faz com que pouco se reflita sobre a forma em que se encontra o bairro e a comunidade se una para resolver a situação.
A Constituição Federal Brasileira no artigo 225, diz que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida…”. Porém, para que exista este equilíbrio, tudo parte de cada um, no cumprimento do seu papel, para à sadia qualidade de vida.
Os moradores do bairro esperam uma contrapartida do gestor municipal que em 2017 se reuniu com um grupo de moradores, mas não avançou o acordo com os que estiveram na reunião.
Contato da Secretaria Municipal de Infraestrutura para moradores fazerem denúncias de posses com matagais e pessoas que jogam lixos nas posses: 77 3451-8758.
Mais leis ambientais
Existe também, outras leis ambientais importantes que protegem os recursos naturais brasileiros e promovem ações voltadas à conservação e melhoria da qualidade de vida como:
– Política Nacional da Educação Ambiental – Lei nº 9.795 de 1999.
– Lei de Crimes Ambientais – Lei n.º 9.605 de 1998.
– Política Nacional de Recursos Hídricos – Lei nº 9.433 de 1997.
O órgão responsável pelas ações e políticas ambientais no Brasil é o Ministério do Meio Ambiente (MMA).
* Com informações do site: www.todamateria.com.br / Portal Fala Você