Obra era pra ser entregue em nove meses, mas já se passaram 18 meses.
Os 1.220 alunos matriculados do Colégio Modelo de Guanambi, representados pela aluna Alice Carvalho, membro do grêmio estudantil, espalharam vídeo em redes sociais cobrando do governo do estado a entrega das quadras de futebol do colégio, que tinham um prazo de nove meses para serem entregues. Auditório também precisa de reforma há mais de dois anos. Teto do vestiário novo também infiltrou nas últimas chuvas.
De acordo o Diário Oficial do Governo do estado do dia 26 de outubro de 2021, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), através da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), publicou o resumo do contrato de Nº 101/21, na modalidade Licitação Presencial, consórcio escolar, que a empresa vencedora foi FCK CONSTRUÇÕES E INCORPORAÇÕES LTDA E PEDRA CONSTRUTORA LTDA, para Execução de obras de Construção, ampliação e modernização de 03 (três) Unidades Escolares Estaduais de Tempo Integral, localizadas nos Municípios de Barreiras e Guanambi – Bahia, no valor de R$ 32.591.738,39 (trinta e dois milhões, quinhentos e noventa e um mil, setecentos e trinta e oito reais e trinta e nove centavos), com destinação de recursos do FUNDEB, no prazo de execução de 09 (nove) meses, em regime de empreita com pagamento mediante apresentação mensal de Nota Fiscal/Fatura, referente aos serviços realizados e aprovados pela fiscalização, com data de assinatura no dia 25 de outubro de 2021. Foi destinado para a obra de Guanambi, R$ 1.968.163,63 (Hum milhão, novecentos. sessenta e oito mil, cento e sessenta e três reais e sessenta e três centavos).

Publicação no Diário Oficial do Governo em 26 de outubro de 2021.
Entrou para os 18 meses agora em abril, e a obra ainda não foi entregue aos 1.220 alunos do ensino médio do Colégio Luiz Eduardo Magalhães – Colégio Modelo.

Data do prazo de entrega da obra na placa foi encoberta.
Segundo a diretora do Modelo, Roseli Magalhães, a pressão por parte dos alunos tem sido muita, porque em maio começam os jogos estudantis do colégio com preparação para disputa com os colégios da cidade e regionais. Sem contar que os alunos vem sendo prejudicados pela ausência das aulas da modalidade esportiva (Futsal masculino e feminino, Vôlei e basquete) e na preparação para a disputa dos jogos.

A aluna Alice Carvalho que fez um vídeo mostrando a situação em que se encontra o colégio, disse que já está no terceiro ano do ensino médio e que até hoje não pode jogar nas quadras que estão sendo feitas. “É um absurdo, todos nós estamos sendo prejudicados por uma obra que foi prometida em 09 meses e até agora nada”, disse indignada.
A empresa FCK CONSTRUÇÕES E INCORPORAÇÕES LTDA E PEDRA CONSTRUTORA LTDA, já parou de trabalhar na obra, porém sem estar devidamente pronta, falta o alambrado com grade de proteção da quadra que foi coberta (reforma), e o campo de futebol Society com grama sintética que foi construído, mas sem o sistema de drenagem das águas pluviais que escoam nas ruas, ou seja, o projeto que a empresa executou não contemplou a drenagem das águas. “Nas chuvas deste ano o colégio ficou inundado dentro e fora, bem como as quadras construídas, algo que nunca tinha acontecido em todos os anos de instituição”, relataram diretora e alunos.

Em conversa com o engenheiro do gabinete do governador Jerônimo a semana passada, a diretora foi informada que a obra estava pronta, porém inacabada. Agora vai ser preciso nova licitação para fazer a drenagem da obra, aquisição do alambrado com grade de proteção e pintura do colégio, disse o engenheiro a diretora Roseli.
Mas o descaso do governo do estado não para por ai, há mais de dois anos que o teto do auditório do colégio vem caindo devido infiltração das calhas de água e a secretaria de educação não resolve. A diretoria do colégio já solicitou várias vezes a reforma e até agora nada.

Segundo Roseli Magalhaes, o que precisa ser resolvido é o sistema de drenagem das águas, pois todas as vezes que chove o teto infiltra e começa a cair, o problema está nas calhas, se não resolver vai continuar fazendo e todo ano molhando e caindo, insiste em dizer aos responsáveis da secretaria de educação do estado.
As partes que restam do teto estão mofadas, caixas de som dependuradas oferecendo risco a quem entrar no auditório, bem como fios soltos. Tem mais de dois anos que o auditório está interditado, prejudicando os alunos nas apresentações culturais, palestras e reuniões.

Nas últimas chuvas o teto dos vestiários que foram construídos para as quadras também ficou todo infiltrado.

A obra foi visitada pelo governador Rui Costa e seus engenheiros no dia 15 de agosto de 2022, mas ficou só na visita e nada aconteceu.
Em contato hoje (04), pela manhã, com o Diretor do Núcleo Territorial de Educação – NTE 13 – Sertão Produtivo, André Brandão, ele disse a nossa redação que estava em Salvador na secretaria de educação para tentar resolver o problema e que daria resultado após a reunião.
A nossa redação entrou em contato com o engenheiro do governo do estado, mas até o fechamento da matéria não obteve resposta.
Edição: Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias