No Fala Você Notícias desta terça-feira (12), recebemos Quésia Malheiros, membro fundadora do Movimento do Luto à Luta, para falar sobre o andamento do caso Alcione e Ana Júlia e sobre ações do movimento.
De acordo com Quésia Malheiros, o Movimento do Luto à Luta, após a declaração do delegado responsável pela investigação do crime, em menos de 24 horas, o réu foi preso e que o inquérito seria encerrado. Segundo ela, o caso foi encaminhado para a justiça, deixando para trás provas que poderiam ser mais analisadas, pois, houve depoimentos de pessoas que viram o autor do crime com outra pessoa.
Conforme Quésia Malheiros, a família, junto à Procuradoria da Câmara de Vereadores de Guanambi, ao Conselho de Defesa de Direitos da Mulher e à Comissão da OAB de Guanambi, mobilizou a comunidade para uma passeata pedindo uma apuração mais minuciosa do crime e a implantação de uma DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Foi cobrado também a implantação do CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher) que já foi instalado.
Segundo Quésia Malheiros, o movimento pretendia fazer o mapa da violência contra a mulher de Guanambi e região não avançou, porque os órgãos não têm colaborado em passar as informações para o observatório do semiárido da UniFG.
Durante os dois anos do caso Alcione e Ana Júlia, o Movimento do Luto à Luta realizou reuniões com os órgãos de proteção às mulheres, que são eles: o Ministério Público; Defensoria Pública; Instituição de Ensino UniFG; Unopar; OAB de Guanambi; Delegacia de Guanambi 20º Coorpin; 17º Batalhão; Honda Maria da Penha; Secretaria de Assistência Social; Secretários de Saúde; Hospital Regional de Guanambi; Secretária do Estado da Bahia de Proteção à Mulher, Julieta Palmeira; Elisangela Santos; Secretaria de Segurança Pública; Defesa Geral Adjunta da Polícia Civil; Elaine Nogueira; Núcleos Jurídicos da UniFG e da Unopar; como também, buscou-se parceria com a Procuradoria da Mulher ALBA (Assembleia Legislativa da Bahia).
O Movimento do Luto à Luta já realizou também 14 encontros de Orações, envolvendo padres e pastores representantes de igrejas de Guanambi.
O Movimento do Luto à Luta também pediu a instalação do NEAM (Núcleo de Atendimento à Mulher), pelo Governo do Estado e Secretaria de Segurança Pública, e aconteceu.
Dê um clique no vídeo, ou, no áudio e saiba sobre demais avanços conquistados pelo Movimento do Luto à Luta e sobre o que ainda falta em relação ao suporte de combate a violência contra a mulher; andamento do caso na justiça da vara crime.

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Edição: Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias