Alimentação inflamatória: saiba quais são os riscos para a saúde; por Eliane Barbosa, nutricionista

8 de fevereiro de 2023

No Fala Você Notícias esta quarta-feira (8), recebemos Eliane Barbosa, nutricionista especialista em fitoterapia e coaching em Mindful Eating. Neste bate-papo, ela falou sobre alimentação inflamatória e o seu risco para a saúde.

A nutricionista Eliane Barbosa disse que existem dois tipos de inflamação: a primeira é a aguda, que é benéfica, por ser aquela que ocorre no corpo humano quando vivencia algum trauma, ou, quando o corpo é invadido por algum vírus ou bactéria. Este tipo de inflamação, tem começo, meio e fim, sendo ela, um mecanismo de defesa do organismo. Já o segundo tipo, ela explica que é a inflamação crônica, que é causada por fatores externos. Esta ocorre por consequência de um estilo de vida inadequado, como o sedentarismo, tabagismo, má alimentação e insônia.

Dentre os principais sintomas da inflamação, a nutricionista destacou: a sensação de inchaço, mal-estar, dores nas articulações (sem diagnóstico clínico), sintomas gastrointestinais e dores de cabeça constantes. Ela alerta que um dos maiores riscos da inflamação crônica é a acomodação em relação aos sinais e a sua negligência, chegando a passar décadas com estes sintomas. Consequentemente, passando a desenvolver obesidade crônica, diabetes e hipertensão: “Cientificamente, já foi comprovado que a obesidade ela é uma doença inflamatória, e ela pode sim ser a porta de entrada para todos os outros tipos de doenças crônicas”, informou.

Ao listar os alimentos e substâncias que mais causam a inflamação, ela destacou os alimentos ricos em açúcar e carboidratos de índices glicêmicos, que são: banana, sucos de frutas, suco de laranja… Além disso, ela cita que o excesso de adoçante industrializado também pode causar inflamação. Pois, quando se utiliza o adoçante, ainda que não tenha carboidrato, a língua sente o doce desta substância, sinalizando ao cérebro que irá chegar açúcar no corpo. A sinalização faz com que o pâncreas produza a insulina para captação da glicose que ele entende que irá chegar no corpo para ser levada para as células: “Quando ele percebe que você não consumiu aquele carboidrato, automaticamente você irá sentir vontade de comer um doce ou um carboidrato simples para que a insulina que está na sua corrente sanguínea ela seja retirada”, explicou. Ainda, ela alerta que o ideal é não deixar de consumir estes alimentos, mas sim tentar buscar o equilíbrio. Por exemplo, mudando o padrão alimentar, incluindo os alimentos de forma moderada.

Dê um clique no vídeo ou no áudio e confira o que a nutricionista Eliane Barbosa falou sobre qual a quantidade ideal de adoçante para cada pessoa; Melhor forma de equilibrar os alimentos; Chás e sua importância no processo de desinflamação do corpo; saiba quais ervas são indicadas. E, também, as perguntas de ouvintes em relação ao assunto.

Assista o áudio do bate-papo:

 

Assista o vídeo do bate-papo:

Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias

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