Dr. Roberta Mota, secretária municipal de saúde, fala sobre atendimentos, tratamento precoce e variantes da covid-19 em Guanambi.
A secretária iniciou a entrevista desta sexta, 26, dizendo que o cenário epidemiológico aparentemente está se estabilizando porque o número de internação foi muito grande com o aumento de número de casos, mas com uma situação de gravidade clínica que os pacientes passaram a apresentar no final de fevereiro. “Houve também um aumento na demanda de internação e aumento de pacientes com complicações, e na primeira semana de março o esgotamento dos leitos clínicos e a necessidade de ampliar os leitos”, pontua Dra. Roberta.
Ela disse “que vivenciou um cenário de guerra contra à covid-19 quando nos deparamos com a situação que ninguém jamais imaginava que viveríamos um ano após a pandemia. Emergencialmente foram criados leitos clínicos para acolher melhor à população, porém os casos complicados e graves cresceram e o números de óbitos também”.
Quanto a variante P.1 da linhagem B.1.1.28 (“variante de Manaus”) detectada em Guanambi à secretária disse que apenas na última semana de março foi que teve a comprovação dessa variante, mas a equipe técnica já tinha observado devido os casos graves que vinha ocorrendo. De acordo a médica os sintomas da variante são os mesmos, “só que ela é mais transmissível”.
Segundo a doutora a discussão do tratamento precoce não é nova, o que Guanambi adota hoje é o que está recomendado pela Anvisa e instituições internacionais, “nem profilaxia, nem tratamento precoce mostraram evidencias científicas que justifiquem ao médico prescrever essa ou aquela droga”. Ainda endossa o comentário do presidente do Conselho Federal de Medicina sobre o assunto.
Dra. Roberta Mota responde perguntas de ouvintes sobre a morte de idosos que faleceram mesmo depois de serem vacinados e fala sobre os efeitos do lockdown. Clique aqui e assista a entrevista na facelive na íntegra após os 40 minutos.

Ouça a entrevista:
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Por Neide Lu – Portal Fala Você Notícias