No Fala Você Notícias desta quarta-feira (12) recebemos Cláudio Caires, diretor da Caires Emergência e Treinamentos. Ele falou sobre as novidades do piso salarial da enfermagem.
Segundo Cláudio Caires, no dia 05 de julho teve a 17º Conferência Nacional de Saúde a qual o presidente da República disse que o piso iria ser pago com o retroativo de maio. Ele falou que o ministro do STF fez uma Lei para que o piso salarial fosse pago de acordo com a hora trabalhada, estipulando 44 horas semanais.
De acordo Caires, dia 11 foi uma comissão em Brasília, liderada pelo deputado Jorge Viana, para que não se torne lei as 44 horas semanais, ou seja, para que não tenha ligação com o piso.
Ele também informou, em entrevista, que foi enviada uma carta ao governador Jerônimo Rodrigues, solicitando uma reunião de caráter de urgência, para definir o piso salarial dos enfermeiros no Estado da Bahia.
Outra notícia revelada por Caires é que algumas empresas, principalmente as da geração de energia eólica, emitiram um comunicado que, a partir de outubro, o dinheiro já irá cair na conta dos seus servidores da enfermagem. Ele cita que, segundo informações noticiárias, para as empresas privadas, é preciso ser feito uma reunião entre colaboradores e empresa, com o intuito de chegar em um acordo sobre o piso salarial para evitar demissões. Foi estipulado que o valor seja pago em 60 dias. Sendo assim, ficou certo para que o valor seja pago no dia 01 de outubro.
Ele disse ainda que, de acordo com informações midiáticas, se não tiver acordo nas empresas privadas entre os enfermeiros e as empresas, terá paralização e greve.
O diretor da Caires Emergência disse também que o ministro Dias Toffoli quer regionalizar o piso salarial. Na visão de Cláudio Caires isto é algo inviável: “Na cabeça deles talvez seja assim: A Bahia dá para se pagar menos do que São Paulo. Na cidade grande paga um pouco mais, na cidade pequena, paga menos. Mas se você for ver, é mínima a diferença de custo de vida. Se você ganhar um salário em São Paulo e um salário na Bahia, em São Paulo paga mais, mas o custo de vida é alto. Só que o que é caro em São Paulo, é barato na Bahia, e o que é caro na Bahia é barato em São Paulo, um equilibra o outro. Então, é inviável”, disse.
Claudio anunciou que, se não houver concordância em relação ao pagamento do piso salarial e sobre as 44 horas semanais exigidas, irão realizar greve.
Dê um clique no vídeo ou no áudio e confira a entrevista completa.

Assista o áudio da entrevista:
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Edição: Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias