No Fala Você Notícias desta sexta-feira (21), recebemos o advogado e pensador Eduardo Afonso. Nesta edição, foi abordado o tema “Como seria se não houvesse o amor e o perdão”.
Eduardo Afonso explica que o amor é uma construção inteligente entre pessoas que têm sabedoria, maturidade e que decidem permanecer juntos. Ele disse que devemos decidir amar alguém pelo comportamento, e não escolher amar alguém: “Você não tem que escolher ficar com alguém, porque você ama, mas você decide amar alguém pelo comportamento, pelas atitudes, pelo companheirismo, pela parceria. Que, apesar dos conflitos e das dificuldades, todos os dias a gente escolhe estar junto. Isto é em amizade, em relação entre casais. Vai ter conflito, vai ter dificuldades, mas se entendem e procuram sempre estar juntos. Isto é uma decisão. O amor ele se manifesta desta forma”, falou.
Ele relata que, inclusive na Bíblia, o segundo mandamento é amar o próximo como a si mesmo, que significa dar ao outro o que você quer que ele dê para você. Eduardo falou que as pessoas querem exigir muito, mas não oferecem nada. Ele relata que tudo que desejamos do outro, precisa começar em nós: “Tudo que a gente deseja no Universo, no mundo, nas pessoas… tem que começar na gente. Inclusive quando a gente começa a fazer isto em nós; a gente começa a perceber uma transformação incrível ao nosso redor. Pessoas vão saindo, pessoas vão chegando, o mundo vai mudando, porque você começa viver e ver as coisas de uma forma diferente”, menciona.
O pensador enfatiza sobre a importância de afirmar ao outro o quanto o(a) ama, para que o outro se sinta bem. Pois, fazer o bem para a pessoa a qual gostamos, nos faz bem também, por gerar uma solidificação de sentimentos. Ter tempo de qualidade também é algo importante, já que ele afirma que as pessoas têm dificuldade de ter um tempo de qualidade com as pessoas as quais ela gosta: “Às vezes, o pai passa o dia todo trabalhando; quando está próximo a seu filho, não conversa com ele; não sabe do dia dele; entrega um vídeo game pra ele jogar, um celular… Na verdade, quer meio que se livrar de uma responsabilidade”, cita. Ele comenta que tempo de qualidade é quando a atenção é dada a quem amamos.
Dar presentes também é uma das coisas importantes a se fazer para as pessoas que amamos. Ele lembra que, na Bíblia diz que o presente emplaca o coração: “Uma lembrança, um chocolate que você compra ali, ou, alguma coisa que a pessoa gosta muito e tem muito tempo que ela não tem. Você lembrou dela, uma coisa pequena, mas só pelo fato de você ter lembrado, ou, então, passa no trabalho da pessoa e deixa um lanche, ou deixa um suco, ou alguma coisa… dizer: ‘Olha está frio, eu trouxe seu casaco’. Isto faz com que você leve coisas ali na lembrança. Só em você ter lembrado da pessoa, em um determinado momento, teve a preocupação de escolher algo pra ela, que tem a ver com ela, que se identifica com ela, isso emplaca o coração. Então, dar presentes é uma linguagem afetiva, e essas coisas tem que ser contínuas, tem que sempre estar acontecendo”, disse.
Estar disposto a servir também é uma das coisas que fazem parte da linguagem do amor, como explica Eduardo Afonso, por meio de ações que demonstram preocupação com aquela pessoa, por exemplo.
Na visão do pensador, o toque físico é também uma das maiores linguagens de amor. O abraçar, o beijar, o apertar as mãos, andar de mãos dadas…
Já o perdão, ele explica que é um ato de amor. É quando a pessoa se liberta de algo ruim, de alguma maldade que foi feita, de algo que consome a pessoa. Quando o perdão acontece, o primeiro ato de amor é com a própria pessoa que perdoou: “Porque você guardar rancor, ódio, mágoa, raiva de alguém, você toma veneno e espera que o outro morra; quem morre é você, porque estes sentimentos, ele corrompe a gente, corrói nos nossos sentimentos. Toda vez que você ver alguém, você sente raiva, e perdoar é justamente encontrar alguém, ou viver algo, e não sentir nada, porque você perdoou, você liberou, você superou aquilo. Aquilo já não te incomoda.”, explanou.
Ao falar sobre a dificuldade para amar e perdoar, Eduardo Afonso disse que a primeira é o coração duro, com sentimentos ruins como rancor, ódio e mágoa. Ele esclarece que é normal do ser humano sentir raiva; o que não é normal é alimentar a raiva, e prolongar estes sentimentos dentro do coração. Que, consequentemente, impedem de a pessoa ser feliz e celebrar o amor e a alegria. Outra dificuldade que impede de a pessoa amar e perdoar, é sentir a sensação de humilhação: ele elucida que, quando perdoamos alguém, não estamos nos humilhando. A humilhação acontece quando a gente fica implorando por alguém e exigindo que alguém fique conosco. Mas, quando libertamos o perdão, esquecemos e enterramos o sentimento de ódio e de mágoa: não estamos nos humilhando.
Contudo, ele conclui que, quando amamos e perdoamos, somos curados, restaurados e recuperamos a paz e vivemos com alegria. Clique no vídeo, ou, no áudio e confira a entrevista completa.

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Edição: Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias