Com o intuito de ensinar as pessoas a ressignificar as adversidades da vida, por meio de uma perspectiva de fé através da crença em Deus, foi que Eduardo Afonso, advogado, criou o projeto de humanização “Como seria se”. E foi para partilhar sobre este projeto transformador, que recebemos Eduardo Afonso no Fala Você Notícias desta terça-feira (23).
De acordo com Eduardo, o projeto “Como seria se” busca distribuir sementes boas para o mundo, por meio de uma ressignificação das situações mais difíceis da vida. A intenção de Eduardo é fazer com que este projeto, que é baseado em uma filosofia de pensamento na fé em Deus, chegue até as pessoas de uma forma transformadora.
Segundo Eduardo, a inspiração para este projeto surgiu a partir das adversidades que ele próprio já enfrentou. Por sua vez, ele destacou um dos episódios que marcou sua vida e que o impulsionou a criar este projeto de humanização: “Eu lembro que, quando eu dava aula na FG, um dos meus alunos praticou suicídio e, depois deste ato de suicídio, eu comecei a observar os meus alunos. E, toda vez que eu percebia algo estranho, eu chegava até eles e sentava para conversar. E alguns deles até hoje me agradecem muito, me encontram na rua e falam: professor, você mudou minha vida. E isso é um ponto muito forte e, se eu conseguir fazer isso com os meus alunos, eu poderei fazer isso também com outras pessoas. Eu acho que não devemos guardar pra gente o que a gente aprende. Se você pode levar algo bom para as pessoas, eu acho que você tem que distribuir, tem que levar. E eu comecei sentir essa necessidade”, relatou. No entanto, o projeto “Como seria se” será construído através de provocações reflexivas com o intuito de levar as pessoas a refletirem sobre suas vidas por uma perspectiva mais positiva: “E olhar ao redor, o que elas têm, e o que elas podem ter”, pontuou.
A pregação sobre a fé será um dos temas enfatizados neste projeto. Para Eduardo, um ato de fé significa dar o passo sem ver o chão, pois, trata-se de um direcionamento da própria vida acreditando que dará certo. Desta forma, as energias positivas são dirigidas para os projetos que estão sendo executados e que, consequentemente, na maioria das vezes, dão certo. Pois, ele enfatiza que é necessário voltar os ouvidos para a fé e fechar os olhos para a realidade, onde há coisas que levam à tristeza. Ele também afirma que andar com fé consiste em dar os passos necessários e confiar, mesmo sem ver.
E, para ilustrar sobre como o processo de fé pode sim salvar as pessoas e as ajudar nas piores adversidades da vida, Eduardo narrou algumas situações que ocorreram em sua vida e que ele teve que recorrer a fé: “Logo quando eu cheguei aqui na região, eu fui morar em Bom Jesus da Lapa. Antes de chegar lá, eu morava no Espírito Santo e eu recebi um convite para ser advogado da Ferrovia de Integração Oeste-Leste. E, dentro deste convite, eu iria assumir a coordenação jurídica da área de desapropriação de Bom Jesus da Lapa até Caetité. E, quando eu cheguei na Lapa, eu mudei, saí do litoral, onde o ambiente é úmido e tem praia e cheguei em Bom Jesus da Lapa, um lugar quente. Cheguei em 16 de outubro de 2010 e fez um calor de mais ou menos 45° e os meus lábios estavam sangrando; meu nariz estava sangrando. E eu liguei pra todos os meus amigos e pra minha mãe. Minha mãe e meus amigos falaram pra eu segurar a onda, orar, fiz isso e realmente com muita fé. Eu falei com Deus: ou o senhor tem misericórdia de mim ou eu vou embora. E, no mesmo dia, choveu a semana inteira que até edredom eu usei. O outro aconteceu quando eu estava voltando de Ilhéus para Guanambi e, do nada, o meu carro degolou o kit de embreagem no meio da estrada, à noite. Eu estava com vários instrumentos musicais, com muitos equipamentos caros no carro, e eu não tinha muito o que fazer ali no meio do escuro. Pois, parou um carro com três homens, arrumaram uma corda, amarraram meu carro e me levaram até o próximo posto policial. Parei no posto e fui lavar as mãos. Quando eu voltei, os homens não estavam mais lá. Nem tive tempo de agradecer. Foi a mão de Deus colocando ali a sua proteção”, contou.
Portanto, o projeto “Como seria se” será lançado nas redes sociais e nos veículos de comunicação e será realizado em formato de palestras com temáticas sobre diferentes tipos de situações da vida. Nestas palestras, terão reflexões profundas e com um viés mais espiritualizado em torno dos acontecimentos ruins, bem como, em relação as coisas que não se concretizaram, mas que as pessoas se questionam como seria se ela tivesse vivendo algo que não se realizou, ou, que não faz parte da sua vida, explicou Eduardo.
Dê um clique no vídeo ou no áudio e assista a entrevista completa com o advogado Eduardo Afonso sobre o projeto humanizado “Como seria se”.
Perfil do entrevistado:
Eduardo Afonso é advogado formado pela UESC/BA-Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus. Tem especialização em Direito Empresarial pela UFBA/BA. Atua na Advocacia Administrativa em Registro de Marcas e Patentes, Usucapião Extrajudicial e Inventário Extrajudicial. Atualmente, está lançando um projeto de humanização “Como seria se”.
Edição: Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias