Receber ajuda profissional e, ao mesmo tempo, humanizada para se libertar das drogas é o melhor caminho para voltar a ter uma vida sóbria e com sentido para viver. A clínica Amigos do Resgate é uma empresa que tem oferecido essa ajuda profissional a inúmeros dependentes químicos de forma sensibilizada e acolhedora, devolvendo a qualidade de vida a pessoas que antes não viam mais sentido em viver. E, foi para contar mais sobre o serviço da clínica Amigos do Resgate e também como realizam o trabalho para pacientes com dependência química e alcoolismo, que recebemos no Fala Você Notícias desta quarta-feira (6), Denis Teixeira, administrador, e Gibran Lopes, terapeuta.
Tipos de internação oferecidas pela clínica Amigos do Resgate
Gibran esclarece que a clínica Amigos do Resgate trabalha com três tipo de internação: a voluntária, a involuntária e a compulsória. O internamento voluntário acontece por vontade da própria pessoa que necessita receber o tratamento; a involuntária ocorre quando mesmo o paciente não aceita se tratar e a família autoriza ao ver a necessidade de haver o internamento, e, a compulsória ocorre de forma judicial.
Quais circunstâncias levam uma pessoa a se tornar um dependente químico?
Gibran explica que são várias as circunstâncias que levam as pessoas a se tornarem dependentes químicas e, principalmente, na fase da adolescência: “Se inicia por várias situações; curiosidade; pelo grupo, para entrar em um determinado grupo de pessoas que consomem determinadas substâncias. Inicia quase sempre com o álcool, com a finalidade de perder a timidez; para arrumar uma namoradinha; de estar naquele determinado grupo”, disse.
No entanto, ele destaca que, a partir do momento em que a pessoa se torna uma dependente química, ela começa a contrair várias outras complicações, pois, pode já ter alguma comorbidade, como: dislexia ou transtorno de ansiedade, que são piorados devido ao uso de substâncias químicas, ou até mesmo pode adquirir alguma doença por causa do uso abusivo de substâncias: “Daí pra frente, muitas consequências ruins começam a desencadear na vida dessa pessoa, que não consegue parar em trabalho nenhum, fica agressiva. Como elas não firmam em nenhum trabalho, passam a não se sustentar e começam a pegar o dinheiro dos pais e, quando já não conseguem pegar dinheiro dos pais, começam a pegar de outras pessoas; vendem as coisas de casa… Então, é um processo de degradação”, conta.
Ao citar sobre a faixa etária que se dá o início do uso de drogas, Gibran disse que não existe uma idade exata, porque há pessoas que iniciam na adolescência e outras na fase adulta. Além disso, ele declara que a dependência química também atinge pessoas idosas, que geralmente são atingidos pelo uso abusivo de álcool: “O álcool é a droga que mais afeta os idosos. Existe uma complexidade muito grande no tratamento também, por causa da falta de aceitação, primeiro porque eles não enxergam o álcool como droga. Eles não aceitam que o álcool é uma droga. Segundo, porque eles não aceitam que têm o problema do alcoolismo. Então, existe este confronto com a família”, frisa.
Tratamento humanizado
O tratamento ocorre, em primeiro lugar, através de uma investigação com o paciente para entenderem o que o levou à dependência química. Para além disso, é realizado também um tratamento com a família, para orientá-la a como agir perante ao paciente, para evitar que ele possa ter recaídas no período do tratamento. Portanto, Denis Teixeira frisa que a meta da clínica Amigos do Resgate é, sobretudo, fazer com que o paciente enxergue o que está prejudicando a sua vida e as das pessoas a sua volta para, desta forma, ir, aos poucos, se recuperando com a aceitação e absorção da ajuda terapêutica oferecida pela clínica, para, desta maneira, voltar a viver de forma saudável no meio social; de forma renovada, com mais equilíbrio e qualidade de vida.
Dê um clique no vídeo ou no áudio e saiba em detalhes o protocolo realizado nos tratamentos individuais e em grupo dos pacientes e se a dependência química tem cura.

Assista o vídeo da entrevista
Edição: Dani Rodrigues e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias