Escritora e psicóloga, Glady Maria, dá detalhes sobre a produção da obra ‘Corações de vidro’, que demorou 25 anos pra ser publicada

1 de setembro de 2022

A jornalista Neide Lu entrevistou, ao vivo, via live do Instagram, para o Fala Você Notícias desta quinta-feira (1), a psicóloga e escritora baiana Glady Maria da Silva. Ela falou sobre sua obra literária ‘Corações de Vidro’, a qual relata como é conviver com a síndrome osteogênese imperfecto, popularmente conhecida como “Ossos de vidro”.

Glady Maria é natural de Salvador e tem a síndrome osteogênese imperfecto, como também, está na condição de cadeirante. Ela cita que, em sua obra ‘Corações de Vidro’, aborda vários assuntos atrelados a psicologia, dentre eles: superação, interação social afetiva e outras temáticas de grande relevância.

Ela conta que a síndrome ‘Ossos de vidro’ ocasiona várias fraturas, por se tratar de um problema ósseo no colágeno, que causa inúmeras fragilidades na estrutura óssea.  Atualmente, Glady está com 56 anos e relata ter tido, ao longo da vida, mais de 140 fraturas. E agora, na fase adulta, ela diz não ter mais tantas fraturas como acontecia há anos atrás: “Na minha geração, pouco se ouvia falar na osteogênese do imperfecto. A medicina não conhecia, tanto que, quando eu nasci, ninguém sabia o que era osteogênese, pouco menos o grau da osteogênese”, afirmou.

A psicóloga confessou ter enfrentado muitas dificuldades ao longo da vida por consequência da síndrome que ela tem. Dentre as situações vividas, ela falou sobre a dificuldade de interação social, como a que enfrentou na escola pela falta de aceitação do ambiente educacional na época: “A escola não queria me aceitar, por conta da minha deficiência, porque achava que a minha presença iria afastar os demais alunos. E hoje, já tem uma lei de cotas. Existe uma lei de cotas que, muitas vezes, também não é cumprida, ela realmente fica no papel. Graças a Deus, quando eu entrei na escola, já sabia ler e escrever. Eu era vista como a CDF da sala. Enquanto a escola não queria me aceitar, eu queria estudar e vencer”, frisou.

Glady também relatou, em entrevista, como foi difícil conviver com o preconceito nos espaços sociais, onde recebeu vários gestos, atitudes e comentários preconceituosos a respeito da sua aparência. Por consequência disso, ela era vista e julgada como um ser humano limitado. A escritora disse que já nasceu com a síndrome e conta que, quando nasceu, o diagnóstico dado pelo médico foi muito desanimador: “Eu era tão pequenininha, que a minha mãe não conseguia me carregar, ela me colocava em um travesseiro para me pegar. As pessoas me olhavam com aquele olhar de pena, faziam o sinal da cruz na minha testa, para Deus ter misericórdia. A medicina disse pra mim que eu não iria enxergar, ouvir, falar e nem andar. Este foi o diagnóstico que me deram quando eu nasci e, graças a Deus, eu superei este diagnóstico”, declarou.

Hoje, ela confessa ter aprendido, ao longo da vida, a conviver com os desafios enfrentados por consequência do preconceito vivenciado. Como também, passou por um processo de aceitação que diz não ter sido nada fácil. A psicóloga atua, atualmente, em sua área na modalidade on-line por conta da pandemia, onde trabalha todos os dias de 4 a 5 horas por dia.

Em relação a sua obra ‘Corações de vidro’, ela disse que já existe há 25 anos, mas só agora ela conseguiu publicá-lo, já que teve que passar por um processo de maturação para saber o que realmente queria que fosse colocado no livro. A obra ‘Coração de vidro’ é, para Glady, uma ferramenta de ressignificação em relação a todas as dificuldades vencidas e problemas superados ao longo da vida, em consequência da síndrome. O seu objetivo é alcançar, além das pessoas que também têm a síndrome osteogênese imperfecto, todas as pessoas que, mesmo não tendo a síndrome, necessitam de autoajuda para lidarem com seus problemas emocionais, acerca das adversidades da vida: “Se a gente for parar para analisar, quem hoje em dia não teve, não tem ou quem sabe, não terá um coração de vidro batendo no peito? Quem nunca sofreu por um luto? Quem nunca sofreu por um campo afetivo? Então, veja que o livro atende várias pessoas e ele trás a abordagem de que seu coração de vidro se espedaça dentro daquilo que você está vivendo, da forma que você está vivenciando o processo e que você tem a capacidade de juntar os caquinhos, você vai juntando o seu coração e ressignificando a sua vida”, expressou.

O lançamento do livro já aconteceu em Salvador, no dia 4 de junho, e também será lançado em Alagoinhas, no próximo dia 30 na Clínica Integrada “Ideal Fisio”. O desejo da escritora é o de levar esta obra para muitos lugares do Brasil, afim de alcançar inúmeros corações que necessitam de reconstrução e ressignificação emocional para seguirem adiante.

A obra está sendo vendida pela própria Glady de forma on-line e é também enviado pelo correio para os clientes que não moram em Salvador. Os interessados poderão estar entrando em contato com a escritora através do número do WhatsApp: (71) 98606-3819.

Dê um clique no vídeo ou no áudio e confira, na íntegra, a entrevista com a escritora e psicóloga Glady Maria.

 

Edição: Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias

CompartilheShare on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter

Entre em contato conosco 😊

Email: [email protected]
Telefones: 77 99804-6819
Travessa Cincinato Fernandes 265
Centro, Guanambi - Bahia