Cada vez mais vemos um olhar diferenciado sobre as formas de tratamento para se alcançar a saúde e o bem-estar mental, físico e emocional, a exemplo da ozonoterapia, uma terapia complementar que consiste em aplicar o ozônio no corpo. E, para aprofundar mais sobre esse assunto, o Fala Você desta quinta-feira (17) recebeu a enfermeira e terapeuta Kenia Rosetti.
Kenia explica que a ozonoterapia é uma terapia que faz parte do grupo das 29 práticas integrativas e complementares, técnicas terapêuticas regulamentadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em 2018. Porém, o processo para a aceitação destas práticas surgiu desde 2006, através de lutas que ocorreram com o intuito de viabilizar a sua inserção no panorama do Sistema Único de Saúde.
De acordo com Kenia, a ozonoterapia é uma prática que surgiu desde a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, a qual foi muito utilizada para a cicatrização das feridas dos membros inferiores dos soldados e é também uma técnica que mexe com o metabolismo. E enfatiza que, desde a Primeira Guerra Mundial, esta técnica já vem sendo utilizada no mundo inteiro. Sendo que, no Brasil, foi aderida desde 1975, trazida pelo médico Heinz Konrad, o qual utilizou este método terapêutico em sua clínica, em São Paulo, que foi equipada com aparelhos trazidos da Alemanha, mas que depois foram aprimorados por outros médicos em nosso país.
Segundo Kenia o funcionamento desta técnica ocorre através do contato do ozônio (três átomos de oxigênio) com os nossos fluídos corporais que, ao se separar, culmina em outros átomos e potencializam o oxigênio em nosso organismo. Pois, para ela, quando este átomo entra em nosso organismo ativa um mecanismo para que o nosso metabolismo fique mais oxigenado e para que ocorra o alívio de dores físicas e o melhoramento da circulação sanguínea e outros benefícios em nosso corpo. E explicou onde e como pode ser feita a sua aplicação.
“Ele pode ser aplicado na região que está doente; pode ser utilizado através das vias sistêmicas; pode também ser utilizado dentro da medicina tradicional chinesa. É um gás que, sendo manipulado por um profissional que seja competente para estar analisando a dose e o volume correto, pode proporcionar inúmeros benefícios”.
Antes da aplicação da dosagem específica para cada paciente, Kenia esclarece que realiza uma avaliação, ou seja, uma anamnese (entrevista feita com o paciente para se iniciar um diagnóstico) e só após este procedimento é decidida a quantidade de ozônio que será aplicado. Sendo que a única contra indicação, de acordo com a terapeuta, é em pessoas que tem favismo, porém ela elucida que quem possui esta doença já tem consciência dela em seu corpo e que se trata de algo raro.
Métodos relaxantes também são utilizados para a aplicação da ozonoterapia como por exemplo o banho terapêutico aplicado por Kenia, realizado na banheira com o ozônio em potência, que pode ser aplicado nos pés, como também, no corpo inteiro e que promove melhoria na textura da pele, tira o stress, ajuda no combate a insônia e que, portanto, é um banho que proporciona muito bem-estar. Bem como, a clínica dela é um ambiente especialmente preparado para estimular ainda mais o relaxamento do paciente ao conter um belíssimo jardim para ser contemplado e proporcionar paz e harmonia, ajudando ainda mais na potencialização do tratamento.
Portanto, Kenia defende que a ozonoterapia é uma terapia complementar para todos e que auxilia também no tratamento de pacientes com doenças, mas que, porém, não substitui o acompanhamento médico, ou seja, ela apenas auxilia em processos de cura das pessoas que já estão sendo acompanhadas por médicos especialistas de acordo com o problema do paciente. Sendo esta técnica uma ferramenta poderosa e complementar que auxilia na eliminação de doenças, na promoção do relaxamento físico e psicológico, em mudanças positivas comportamentais e sobretudo na qualidade de vida.
Assista ao vídeo ou ouça o áudio e saiba mais sobre a ozonoterapia e como obter uma sessão desta técnica terapêutica e sensacional.
Perfil da entrevistada: Kenia Rosetti é graduada em Enfermagem, docente do ensino superior com 10 anos de experiência, pós graduada em saúde ocupacional e terapeuta integrativa.
Edição: Dani Rodrigues e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias