O programa “Fala Você” de hoje (03), teve a ilustre participação da Educadora Luciane Arboittes, professora mestranda em docência universitária; criadora do método científico de combate à violência humana, neuropsicopedagoga e fundadora do Instituto Supernova. Ela falou sobre métodos educacionais como principais atuantes na promoção de uma cultura de paz.
Principalmente em um cenário social onde a violência contra à mulher é naturalizada e gera frequentemente perdas de vidas, a exemplo do duplo assassinato que ocorreu recentemente em Guanambi, em 12 de dezembro de 2021, contra Alcione Malheiros Teixeira de 36 anos e sua filha Ana Júlia Teixeira Fernandes, 16 anos.
De acordo com Luciane, para entendermos comportamentos de violência que se difundem na sociedade, é preciso primeiro detectarmos a raiz do problema, ou seja, identificar o que provoca em um ser humano pensamentos, sentimentos, posicionamentos e reproduções de atitudes violentas. Pois, segundo ela, temos que conhecer a anatomia da violência que é humana e para identificarmos as causas de violência na realidade das sociedades do Brasil, (contexto histórico de cada lugar).
“Devido aos avanços das neurociências, temos a possibilidade de conhecer causas, para então criarmos ações conjuntas, metodologias, tanto técnicas, clínicas, científicas, para tentarmos modificar este traço, fazer alguma coisa realmente concreta já pensando nas novas gerações”, disse Arboittes.
De acordo com Luciane, a educação tem dois papeis de suma importância: o primeiro é prevenir e o segundo é atuar sobre situações com a função de provocar mudanças. E que por meio de ferramentas didáticas e aplicadas dentro do âmbito educacional, pode-se promover ações preventivas, pois, para ela, as crianças e adolescentes já podem compreender mecanismos que detectam neles e nos outros traços que podem vir a gerar comportamentos violentos. Mas sinaliza que, estas ações não isentam o poder público de continuar trabalhando na recuperação de pessoas que não receberam estes métodos educacionais.
Pensando nas demandas de propostas e estratégias que viabilizasse práticas efetivas no combate a violência, Luciane fundou o Instituto Supernova, onde realizam uma preparação didática de auto impacto emocional para professores que reconhecem que tem um papel essencial de transformação deste quadro social perpetuado pela violência.
Pois, para ela, esta é a melhor medida de combate a violência por meio da educação, criando ferramentas que detectam e previnem o problema supramencionado para possibilitar aos professores, diretores, coordenadores e todos que fazem parte do cenário educacional e da construção social, como, prefeituras, estados, faculdades e outras instituições mecanismos a serem aplicados nestes espaços.
E lembra que a educação existe, sobretudo, para formar pessoas e cidadãos melhores, por isso, o seu foco deve ser no ser humano, na promoção de um convívio melhor para a humanidade e como também um progresso saudável. O projeto de Luciane foi pensado para servir de modelo para o mundo, como ferramenta fundamental para a construção de uma sociedade estruturada em uma cultura de paz. Assista ao vídeo da entrevista e veja como implantar no seu município, órgãos de segurança, escolas privadas, comunidades e instituições.
Edição: Dani Rodrigues e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias