No Fala Você Notícias desta terça-feira (14), recebemos Luciene Rodrigues e Anésio Viana (Neto), membros do Fora Lixão, para um bate-papo sobre o andamento da retirada do lixão da zona urbana de Guanambi.
De acordo com Anésio Viana, no termo de ajustamento de conduta diz sobre a construção de um aterro sanitário e que não há nenhuma cláusula que cita sobre usinas.
Segundo Luciene Rodrigues, o movimento “Fora Lixão” teve vários diálogos com a Prefeitura Municipal. Ela disse que, sempre que o movimento solicitou algo do poder público, foram bem atendidos. Ainda, ela disse que cogitou sobre a formação de um comitê para acompanhar questões relacionadas ao lixão de Guanambi, como também dos resíduos sólidos em Guanambi, mas que não foi formado.
Conforme Luciene Rodrigues, no dia 01 de novembro, houve uma audiência com a vara civil, pela Juíza Dra. Adriana, a pedido do Ministério Público. Ela disse que Dr. Jaílson e Dra. Adriana convidaram o movimento a participar das audiências sobre o lixão, como ouvintes. Ela falou que, depois destas audiências, estiveram com a Dra. Adriana para saberem como anda o processo de execução na justiça. Foi então que a Dra. Adriana marcou uma audiência de conciliação entre o Ministério Público e a Prefeitura Municipal de Guanambi, a qual o movimento esteve presente. Ela também citou que, no mesmo dia, houve uma audiência para tratar sobre o mesmo assunto, entre o Ministério Público e a Prefeitura de Candiba.
Anésio Viana menciona que Guanambi está atrasada em relação à construção de um aterro sanitário, ao citar que existem várias cidades menores do que Guanambi que já têm um cuidado com o lixo, como Oliveira dos Brejinhos, Tanque Novo, Paramirim, Ibipitanga e Caculé.
Luciene Rodrigues falou que o prazo para a Prefeitura tomar alguma providência já está vencido, pela lei. Ela relata que existe uma lei específica que fala sobre a política nacional dos resíduos sólidos, Lei 12.305 de 2010. Logo após, houve outra lei relacionada ao marco legal do saneamento que mudou alguns prazos que haviam na lei da Política Nacional de Resíduos. Visto isto, ela disse que o Poder Federal deu alguns prazos que está na lei citada, para que os municípios acabassem com o lixão. E que o prazo do Município de Guanambi foi vencido no início de agosto. A lei determina que o lixo seja depositado em um local adequado.
Contudo, Luciene Rodrigues cita que está havendo a construção de um aterro sanitário privado em Caetité, e que, atualmente, já está em torno de 30% a 40% de conclusão da obra, com previsão de estar pronto a partir do dia 20 de dezembro, para começar a operar em janeiro. A empresa que está construindo o aterro pretende realizar contratos com diversas prefeituras da região, para receber os resíduos e tratar de forma ambientalmente adequada.
Dê um clique no vídeo, ou, no áudio e confira o esclarecimento sobre os boatos relacionados à transferência do lixo de Guanambi para Caetité; a Prefeitura e o cumprimento do TAC; Aterro sanitário privado e o posicionamento do movimento “Fora Lixão”; aproveitamento de resíduos para a geração de energia; revitalização do local onde está depositado o lixão e sobre a logística reversa.

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Edição: Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias