No Fala Você Notícias desta quarta-feira (19) recebemos Anésio Viana (Neto) e Florisvaldo Júnior, representantes do Movimento Fora Lixão. Eles falaram sobre as ações do movimento.
Anésio Viana, citou sobre a Lei 12.305 que, desde agosto de 2010, dispõe que todos os rejeitos devem ter uma disposição final ambientalmente adequada. Ele disse que foi dado um prazo de quatro anos, mas que ainda nada foi feito: “Uma pessoa comentou da seguinte forma: ‘O problema do lixão não é apenas em Guanambi, são inúmeros municípios no Brasil’. Se todos os problemas que houvesse em Guanambi fossem ser espelhados nos problemas de outros municípios, e deixar de resolver”, disse. Ao contrário disto, ele disse que o ideal é olhar onde, no país e no Estado da Bahia, os lixões não existem mais. Ainda, ele cita que quem mora próximo ao lixão sofre com a situação, mas que, ao mesmo tempo, o problema se estende a todo município. Uma das consequências disto são as moscas que acabam tomando conta da cidade.
Neto disse que, por diversas vezes, já buscou o Ministério Público, que celebrou um Tac com a Prefeitura. Ele cita que este Tac são 18 cláusulas que o município teria que cumprir o que foi assinado, mas que nada foi cumprido de tudo que foi inserido nas cláusulas.
Além do que foi dito, Anésio disse que, ao redor do lixão, está se tornando outros lixões. Ele cita que, no lixão, há restos de entulhos, animais mortos, urnas funerárias… Ele disse que não são contra os catadores de lixo, pois, nas cláusulas do Tac, diz que a Prefeitura que é responsável pelo lixão, e deve dar assistência aos catadores em todos os aspectos.
Eles relatam que, próximo ao lixão, durante o dia, as moscas tomam conta e, durante a noite, todo tipo de inseto passa a perturbar os moradores. Sem falar nos crimes ambientais de queima de árvores. Outro problema está relacionado à carta de pouso, que faz referência ao Morro do Cangulu. Em relação a isto, ele afirma que todas as aeronaves sobrevoam o lixão e também urubus.
Ele cita também sobre a fumaça que é um dos problemas relacionados ao lixão. Já que as queimas duram todo o mês.
De acordo com Florisvaldo Junior, o Movimento Fora Lixão surgiu devido à intolerância da população que mora no entorno do lixão. Ele fala também que não tem condições de um ser humano sobreviver próximo à área do lixão. Ele relata que a fumaça é tão visível que todos que estão nas imediações do centro conseguem ver e que, por vezes, ela retorna para dentro de Guanambi.
Florisvaldo conta que, há 15 dias atrás, os moradores do entorno do lixão se reuniram, e que marcaram uma reunião ontem, dia 18, para criarem o movimento Fora Lixão, em função de buscar resolver o problema.
Ainda, Florisvaldo Junior disse que o objetivo do Fora Lixão é buscar apoio dos cidadãos e também dos políticos para estarem juntos em busca da resolução da situação em que se encontra o lixão. Ele deixa claro que o movimento não tem ligação com política partidária, mas sim, querem a participação de todos os políticos para que a causa seja resolvida.
Florisvaldo falou que o problema já foi comunicado ao Legislativo de Guanambi e que no grupo do WhatsApp vereadores estão incluídos e também os assessores de deputados. Ele ressalta que o movimento foi criado para fazer uma junção do povo com o Legislativo, Executivo, Ministério Público e com todos os órgãos competentes.
Em entrevista, Florisvaldo Junior fez um apelo para que todos de Guanambi possam aderir ao movimento, pois, o problema é de todos.
Clique no vídeo, ou, no áudio e confira a entrevista completa.

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Edição: Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias