Luciane Arboitte dos Santos, neuropsicopedagoga, autora do sistema Didática da Cura e MO.V, idealizadora do Instituto Super Nova, fala sobre virar o jogo na educação a partir da nova realidade.
Na última segunda-feira, 22, a jornalista Neide Lu começou o bate-papo com a especialista educacional Luciane dos Santos, para levar aos ouvintes e internautas o que tem de real na educação diante da pandemia. Luciane diz “que tem uma visão evolutivista da educação e de tudo, e que espera sempre o melhor de todas as coisas. E o que está acontecendo está empurrando vários setores da sociedade em geral a uma transformação, e o ensino por ser fundamental na formação do pensamento humano, a formação do que serão realmente as estruturas levou em cheio essa bolada, desestruturando o que nós vínhamos fazendo desde o século XVI do mesmo jeito”, esclarece.
A neuropsicopedagoga afirma metaforicamente que o que está acontecendo é a separação do joio do trigo, “aquele profissional que tem que se repensar, que tinha medo da tecnologia, de repente ele não consegue abandonar este aluno e é obrigado a conhecer novas coisas. É uma crise, mas toda crise precisa ser vista como uma evolução e não como uma tragédia”, pontua.
Luciane analisa que o professor que quer alguma coisa tem que ir ao youtube ver o que povo tá fazendo, tá buscando, criando, “não vai caber mais aquela desculpa que é o sistema que tem que fazer alguma coisa, na realidade no ensino brasileiro o aluno não tem nem o wifi, que é algo que as prefeituras deveriam disponibilizar para a cidade em geral, porque na Europa você vê isso” diz.
“O professor que está perdido vai contar consigo mesmo e buscar ajuda no youtube com grupos que dão suporte, a exemplo da Super Nova, criar redes de comunicação com os alunos, inclusive pelo whatsapp”, sugere Luciane.
Ela também orienta em relação ao processo avaliativo dos alunos, “a nova LDB já permite a avaliação do aluno por um mapa de competência, ela precisa ser mais qualitativa e não se discute mais o reprovar ou aprovar, ou eu ensino ou eu tento ensinar de novo, porque o aluno que não aprende é porque nós não ensinamos ou porque ele tem uma dificuldade, isto requer um outro tipo de trabalho com ele”.
Luciane ainda comenta sobre o que é importante e o que é urgente no momento, como a epigenética pode colaborar neste processo e o que fazer com os jovens carentes neste momento. Dê um clique na facelive a partir dos 40 minutos e assista toda a entrevista, vale a pena, muito enriquecedora.
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Por Neide Lu – Portal Fala Você Notícias