Pré-candidato à presidência do Brasil, Felipe D’Ávila, apresenta suas propostas de governo para Guanambi e região

21 de junho de 2022

O cientista político e atual pré-candidato à presidência do Brasil pelo partido Novo, Felipe D’Ávila foi entrevistado ao vivo, de forma online, no programa Fala Você Notícias desta terça-feira (21), pela jornalista Neide Lu, para falar sobre suas propostas de governo.

Primeiramente, o pré-candidato Felipe D’Ávila disse que o foco do partido Novo é apresentar propostas inovadoras para tirar o país de uma crise dramática que ele citou que existe há mais de 15 anos; de baixo crescimento econômico; recorde de desemprego; volta da inflação. Além disso, D’Ávila diz que tudo isso tem provocado, na nação, a perda de competitividade, produtividade e a queda da renda das pessoas.

Para Felipe D’Ávila, o problema da alta dos combustíveis só pode ser realizado de forma responsável, com a criação de um fundo de estabilização dos preços: “Toda vez que o preço da gasolina subisse, como tem muita volatilidade, utilizaria este dinheiro para manter o preço baixo e não deixar o preço crescer muito”, explicou Felipe. Em relação à citada colocação, o pré-candidato Felipe D’Ávila detalhou que o fundo de estabilização pode ser feito sem afetar o equilíbrio financeiro dos estados e municípios: “O Brasil recebe duas receitas muito importantes: a receita da partilha do petróleo e os royalties do petróleo. Estes dois recursos somados dá em torno de mais de 500 bilhões de reais. Este dinheiro precisava ser usado para criar o fundo de estabilização e não deixar o motorista de caminhão, o motorista de táxi, as pessoas que transportam pessoas e cargas ter o preço do combustível e do óleo diesel subindo”, afirmou.

O pré-candidato relatou também que o partido Novo é a favor da privatização da Petrobrás, porque, de acordo com o seu ponto de vista, a privatização estimula o aumento da concorrência: “Você pode perceber que toda vez que aumenta a concorrência, o produto cai. Se você vai comprar um sapato ou vai ao supermercado e você fica observando as ofertas, ou seja, qual o supermercado que está oferecendo um produto melhor por um preço melhor. Então, se não aumentar a concorrência, não tem como derrubar o preço do petróleo. É importante isso”, pontuou.

Ele disse que, para além do fundo de estabilização e da privatização, há também outras alternativas. Dentre elas, ele citou como exemplo a estratégia que está sendo realizada na Espanha e em Portugal: “Está sendo feito da seguinte forma, na Espanha e Portugal: A pessoa cadastra o seu CPF no site do governo e, toda vez que ela vai encher o tanque, tem um desconto de mais ou menos 30 centavos de euros por litro. O governo está financiando para o contribuinte este dinheiro quando ele vai encher o tanque do carro, porque o preço do petróleo está subindo e toda vez que o preço do petróleo sobe aumenta a arrecadação. Então, tem um delta do aumento da arrecadação e o governo está devolvendo para o cidadão quando ele enche o tanque na bomba”, exemplificou.

Em suas palavras, Felipe D’Ávila frisou que o Brasil, para dar certo, precisa de três pilares importantes: o primeiro é abrir a economia para a competição no comércio internacional: “Veja só: o Brasil de hoje, o único setor da economia que compete no comércio internacional é a agricultura. E o nosso agro é muito competitivo. Se o Brasil tem pequenos espasmos de crescimento econômico, tem por causa do agro, porque a indústria vem caindo de forma sistemática a mais de dez anos, porque há muita proteção, muita reserva de mercado, muito subsídio e isso fez com que a nossa indústria perdesse a competitividade. Portanto, abrir o mercado brasileiro para o comércio internacional é fundamental para a economia voltar a crescer, para a indústria se fortalecer e para o nosso agro continuar dando este show de exportação”, citou. Ele defende que o segundo pilar importante é atrair o investimento para ser aplicado em áreas importantes, como a infraestrutura. Para isso, d’Ávila explicou que é necessária uma segurança jurídica: A segurança jurídica é a previsibilidade das regras do jogo. É saber que você irá investir dinheiro aqui e o governo irá respeitar as regras, a justiça irá respeitar as regras pra gente poder resolver, por exemplo, a questão do saneamento, outro pesadelo do brasileiro, pois, 100 milhões de brasileiros não têm acesso a esgoto tratado”, destacou. O terceiro ponto importante na visão do pré-candidato é devolver para os estados e municípios o verdadeiro federalismo, que significa a descentralização do poder, desburocratizar e devolver o poder para estados e municípios: “E, assim, nós vamos ter um Brasil melhor, porque nós vamos tirar o estado pesado, caro e ineficiente das costas dos brasileiros, que empreendem, que trabalham, que gera emprego e investimento. Porque se a economia não crescer, não tem como resolver os problemas brasileiros; não tem como resolver o problema da pobreza, os problemas sociais. E crescimento econômico é o que gera emprego, é o que faz a renda crescer e é o que vai criar condições para o governo investir mais em programas sociais para tirar as pessoas da pobreza”, frisou.

Sobre os programas sociais financeiros, ele disse ser a favor da manutenção deles, já que se trata de uma forma de socorrer a população mais carente em tempos de crise financeira. Por outro lado, ele citou que, quando as pessoas saem de uma situação de emergência financeira, deve ser devolvido a elas uma perspectiva financeira, como, por exemplo, oportunidade de emprego. Felipe disse também que é importante focar os programas sociais nas pessoas mais pobres, e, exemplificou que, ao invés de dar um auxílio financeiro para uma mãe que têm filhos e também para um jovem solteiro, deixar como prioridade, nestes programas, apenas a mãe que têm filhos para sustentar, para que a renda dela seja aumentada.

Ao ser questionado pela jornalista Neide Lu em relação a quais são as possíveis causas que fazem com que os brasileiros vendam o seu voto, Felipe respondeu que, se o Estado funcionasse devidamente estas questões, não aconteceriam e que acontecem porque as pessoas veem, neste tipo de conduta, uma oportunidade para obter algum tipo de ganho financeiro. Ainda, ele declarou que isto acontece também por causa da grande quantidade de dinheiro público investido em campanhas eleitorais, que acaba sendo usado também para as compras de voto: “O partido Novo, que é o meu partido, é o único que não utiliza dinheiro público nas campanhas políticas. Nós respeitamos o dinheiro dos contribuintes; do brasileiro que paga imposto. Nós financiamos as nossas campanhas com o dinheiro de filiados, de simpatizantes, de pessoas que doam dinheiro em sua pessoa física, para a nossa campanha. Nós devolvemos 87,7 milhões de reais aos cofres públicos que era a cota do partido Novo do fundo eleitoral. E este dinheiro, quando nós devolvemos, volta para o tesouro nacional, volta para a segurança, para a educação, para a saúde”, concluiu.

Em relação ao número alto de feminicídios que têm ocorrido no Brasil de forma desenfreada, Felipe disse que a raiz do problema está relacionada a impunidade. Para combater com o feminicídio, D’Ávila assegura que deve se implantar os bons exemplos de políticas públicas como a Patrulha Maria da Paz, criada em alguns estados brasileiros, como o Rio de Janeiro, e comandada por mulheres, que, segundo ele, tem ajudado a reduzir o número de feminicídios e de violência doméstica.

Felipe D’Ávila também disse defender a não liberação do aborto e cita que a lei no Brasil, em relação a esta temática, é clara e representa a maioria dos brasileiros, ao permitir a realização do aborto somente em situações de violência sexual; em casos de anencefalia fetal e em gravidez que coloca em risco à vida da gestante. Em relação a este tema, ele deixou claro que não vai contra o desejo da maioria e disse que o desejo da maioria, no momento, é deixar a lei da forma que está.

Por fim, no que se diz respeito a legalização da maconha, Felipe D’Ávila confessou que também não é a favor deste ato e que apoia a utilização da maconha apenas para fins medicinais. Pontuou, também, que houve um avanço muito importante ao aprovar a descriminalização de pessoas que usam maconha, já que, para ele, não é o correto tratar como criminoso uma pessoa usuária de maconha, pois, diz ver esta questão como um problema de saúde pública e social. E que o combate ao tráfico é importante para a segurança pública e reforça que não é a favor da legalização da maconha.

Dê um clique no vídeo ou no áudio e acesse, na íntegra, a entrevista online com o pré-candidato da presidência da República Felipe D’Ávila e saiba também se o partido Novo, o qual ele pertence, apoiaria ou não um dos governos concorrentes caso fosse para o segundo turno.

 

Assista o vídeo da entrevista

Edição: Dani Rodrigues e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias

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