Professores das Universidades do Estado da Bahia fazem mobilização e paralisação cobrando negociação com o governador Jerônimo e o cumprimento do reajuste salarial

12 de abril de 2023

No Fala Você Notícias desta quarta-feira (12), recebemos Dra. Dinalva Macedo, diretora da Aduneb Campus XII, e o professor Osaná Macêdo, membro da Executiva Estadual da Aduneb. Eles falaram sobre a paralisação e mobilização dos professores das universidades estaduais da Bahia.

No dia 15 de setembro de 2022, período eleitoral, os professores das universidades UNEB, UESB, ESC e UEFS fizeram uma paralisação para reivindicação de alguns direitos. Em relação a esta paralisação de uma pauta com 10 pedidos, Dinalva Macedo disse que a pauta central foi a abertura da mesa de negociação com o governador Rui Costa e com o atual governador Jerônimo Rodrigues que, na época, era secretário. Dinalva e o professor Osaná disseram que as demandas foram conquistadas por partes. Dentre as demandas sanadas, Dinalva destacou: Contemplação de uma parte dos DES; contagem para a progressão de dois em dois anos e privilégio na aposentadoria por ser professor da última classe.

De acordo com a professora Dinalva e o professor Osaná, a paralisação atual, que também está acontecendo em Salvador, tem o objetivo de dialogar com os políticos e também com toda a sociedade civil em relação a demandas que vem sendo reivindicadas há muitos anos pela categoria. Uma das principais pautas é a abertura da mesa de negociação e também o reajuste salarial. Segundo Dinalva e o professor Osaná, o Fórum das EAD’s realizou um levantamento sobre o salário dos docentes das universidades do nordeste e concluiu que as universidades do nordeste estão ocupando a antepenúltima posição, ganhando, apenas, para o Rio Grande do Norte e Pernambuco. Ela disse que o salário base do professor que começa com 40 horas DE está menor do que o piso salarial a nível nacional da educação básica. Ela ainda disse que a mesma pesquisa comprova que este impasse ocorre não por falta de dinheiro, mas sim, por falta de força de vontade política em investir nas universidades.

Dinalva e o professor Osaná afirmam que a pesquisa comprova que o Estado da Bahia é um dos lugares que mais recebe receita líquida do que os outros estados da região nordeste. Eles estão reivindicando o reajuste salarial que corresponde a 53,3%. Dinalva e o professor Osaná disseram que a categoria espera que o governador Jerônimo Rodrigues, que, inclusive, é professor da UEFS, dialogue com a classe para negociarem as pautas pontuadas.

Eles alegam que não irão abrir mão da mesa de negociação e que esperam que não precisem realizar outra greve, caso suas demandas não sejam atendidas, em especial, o reajuste salarial, que foi ajustado pela última vez em 2014, no governo de Jaques Wagner. Além dos professores, eles disseram que os sindicatos e os alunos também apoiam as mobilizações em prol dos direitos dos professores. Eles também disseram que os deputados de Guanambi não têm manifestado a favor dos direitos dos professores e que sempre estão do lado do governador e não da categoria.

Dê um clique no vídeo ou no áudio e saiba quais são os políticos que estão a favor das pautas e mobilizações das universidades da Bahia.

Assista o áudio da entrvista:

 

Assista o vídeo da entrvista:

 

Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias

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